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CIDADES
Sábado, 06 de Agosto de 2011, 12h:40

AURO IDA

Delegado descarta motivação profissional

Antônio Garcia considera que não aceitar que crime contra jornalista teve cunho passional não passa de politicagem e se diz certo sobre autor

ADILSON ROSA
Da Reportagem
A resistência de algumas pessoas em aceitar que o assassinato do jornalista Auro Ida, de 53 anos, seja um crime passional (motivado por paixão) não passa de “pura politicagem”, como afirmou o delegado Antônio Carlos Garcia, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Auro foi executado com seis tiros de pistola no dia 21 de julho, no Jardim Fortaleza, quando levava a namorada para a casa dela. Garcia lembrou que todas as hipóteses estão sendo observadas, mas, desde o início das investigações, a motivação passional é a mais forte. “Começamos a investigar no local do crime e, desde o início, os trabalhos já inclinavam para o passional”, frisou. O delegado adiantou que os policiais fizeram um levantamento no bairro onde a vítima teve caso com várias mulheres. Como foram vários casos, o leque de suspeitos seria amplo, mas os policiais reduziram para apenas três. Na última quarta-feira, o laudo de balística da pistola calibre 380mm apreendida no sábado anterior trouxe resultado negativo. Para o delegado, não vai atrapalhar as investigações, pois o autor do assassinato está praticamente identificado e os trabalhos estão focados na coleta de provas. “Já sabemos quem matou. Precisamos conseguir as evidências do autor do homicídio”, lembrou o delegado. A pistola foi apreendida com o jovem Luan Alves dos Santos, o “Picapau”, de 19 anos, que conseguiu escapar ao cerco de policiais militares no dia 30 de julho, de madrugada, no bairro Santa Laura, vizinho ao Jardim Fortaleza. Picapau fugiu, mas deixou cair uma pistola calibre 380mm encontrada com ele. Na segunda-feira, o jovem se apresentou na DHPP confirmando ser o proprietário da pistola, mas negou ser o autor do assassinato e tampouco que emprestou a arma para o pistoleiro. Garantiu que a arma nunca saiu de seu domínio e a comprou recentemente apenas para proteção pessoal. Ele disse ao delegado que “todo mundo sabe” que o autor do homicídio é o jovem conhecido como “Beibe”, detido inicialmente, mas liberado por ausência de provas. Na ocasião, a testemunha não fez a identificação do suspeito e, como consequência, Beibe foi liberado. Ele é vizinho da testemunha. “O reconhecimento que tem que ser feito é o reconhecimento de voz. A testemunha nos disse que apenas ouviu o criminoso ordenando que ela saísse do carro e entrasse pelo portão”, explicou. Assim que entrou, Bianca, a namorada, ouviu os disparos. Além de Beibe a polícia já tem outro suspeito. Um adolescente conhecido como “Rafael Pernalonga”, que namora uma ex-namorada do jornalista, com quem teve um caso por cerca de quatro anos. Ciumento, o adolescente já teria matado outro rapaz, conhecido como “Milan”, justamente por ciúmes da mesma garota.

Edição EDIÇÃO 16962




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