Delegacia agora investiga duas supostas mães de bebê
A Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) instaurou procedimento policial para apurar o abandono da recém-nascida abandonada no dia 1º de janeiro na Avenida Coronel Escolástico, nas proximidades de uma empresa de produtos agropecuários, na Capital. A criança que ainda estava com o cordão umbilical foi encaminhada para o Pronto Socorro Municipal e deve ficar 10 dias em observação. A delegada Alexandra Fachone vai averiguar o crime de abandono de incapaz praticado por uma pessoa ainda não identificada. A delegada expediu ordem de serviço aos investigadores para buscas pela mãe da criança. Fachone também requisitou ao Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOSP) imagens de uma câmera de segurança instalada na localidade, na tentativa de encontrar a mulher que abandonou a recém-nascida. Ontem a delegada ouviu a suposta tia da criança, a qual afirmou que a mãe é uma adolescente de 15 anos, usuária de drogas e frequentadora do Morro da Luz e do bairro Lixeira. No entanto, a polícia não tem confirmação do parentesco, pois a mulher não apresentou nenhum documento da sobrinha e nem sequer uma fotografia. Um suposto pai do bebê também foi conduzido pelo Conselho Tutelar à delegacia e prestou informações nesta tarde. Ele disse que a mãe tem 32 anos e apresenta problemas mentais. Segundo o suposto pai, a mãe escondeu a gravidez e está internada em um hospital particular de Cuiabá. O marido contou que a esposa disse que a criança é dela e foi deixada enrolada em uma manta branca porque ele (o marido) não queria mais ter filhos. Até agora a Deddica não tem a comprovação da paternidade da criança - já que há duas supostas mães: uma adolescente de 15 anos e uma mulher de 32 anos. Os policiais vão requisitar exames médicos na mulher internada para comprovar se ela deu à luz recentemente. (Com Assessoria)