CIDADES
Sexta-feira, 08 de Janeiro de 2010, 10h:18
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PAREDÕES DE CHAPADA
Defesa apresentará hoje estudo sobre desabamentos
A Defesa Civil Estadual conclui hoje um estudo técnico a respeito de riscos de desabamento dos paredões na região de Chapada dos Guimarães (a 65 quilômetros de Cuiabá). O estudo foi anunciado como uma maneira de as autoridades se anteciparem e prevenirem a população contra qualquer desastre natural possível em Chapada, preocupação que surge num período de chuvas frequentes no Estado e à sombra dos últimos desabamentos violentos sofridos pela população no Sudeste do país. Este temor foi expresso pelo deputado estadual Adalto de Freitas, que propôs ao Estado a realização de um estudo geológico no complexo de paredões de Chapada para averiguar a probabilidade de quaisquer desastres. Embora a sugestão tenha sido de forma extra-oficial, a fala do deputado foi levada em conta como uma forma de alerta e prontamente a equipe de Monitoramento de Desastres da Defesa Civil Estadual se pôs a trabalhar no levantamento, conforme anunciou ontem o coordenador de respostas a desastres, major Elton Guilherme Crisóstomo. Em Chapada, tal tipo de temor por desabamentos chega a ser justificado, como afirmou Freitas, pelo fato de que a cidade de veraneio dos cuiabanos precisa se mostrar desde já segura para poder atrair a visitação turística durante o ano de 2014, quando a vizinha e capital Cuiabá será uma das subsedes da Copa do Mundo no Brasil. Segundo completou Freitas, segurança deve ser vitrine desde já, dando garantias de que ela estará presente durante a realização dos jogos. O temor por desastres naturais nos paredões de Chapada também tem razão de ser. Em abril de 2008, uma parte do paredão de arenito da cachoeira Véu de Noiva (ponto turístico mais visitado de Chapada) desabou sobre um grupo de banhistas, deixando seis feridos graves e provocando a morte de uma jovem de 17 anos. O episódio foi suficiente para que a administração do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, responsável pelo controle de visitação ao cartão-postal, interditasse o local por um ano e dois meses. Somente em julho do ano passado os turistas puderam voltar, com restrições, a visitar o local. De acordo com o major Crisóstomo, o risco sempre existe. Ele explica que toda a beleza cênica de Chapada é formada por um complexo rochoso que já passou por milhões de anos de intempéries. Por isso, fraturas sempre são possíveis, mais em alguns trechos ou menos em outros segmentos de rochas. O desgaste dos paredões é diário, explica Crisóstomo, embora nem sempre em proporção visível. E como o desastre é nada mais que o desgaste dos paredões em maior proporção, algumas fatalidades da natureza nem sempre são previsíveis. (RD)