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CIDADES
Segunda-feira, 07 de Outubro de 2013, 20h:54

TRAGÉDIA

Criança morre após cair na rua

YURI RAMIRES
Da Reportagem
Vicente Augusto Bezerra Dultra, 12 anos, morreu no pronto-socorro de Cuiabá na manhã do último sábado (05). Ele estava brincando com um amigo no condomínio onde mora, em Cuiabá, quando caiu e bateu a cabeça em um quebra-molas. A queda causou um trauma, que não conseguiu ser tratado pelos médicos. O menino morreu por complicações no quadro clínico. Assim que a criança ficou desacordada, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e segundo o pai, Ubirajara Francisco Dultra, demorou a chegar ao local. “O Samu demorou a chegar, mas acredito que seja devido ao horário de pico”, conta. O acidente aconteceu por volta das 17h da sexta-feira (04). Enquanto era levado para o pronto-socorro, o menino teve uma parada cardíaca e ficou 40 minutos desacordado até que a equipe conseguiu reanimá-lo. Já no PS, ele deu entrada na Sala Amarela, que funciona como uma semi-UTI, onde foi entubado. A equipe médica, sabendo da complicação do caso da criança, avisou sobre a necessidade de que a mesma fosse transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Porém, não havia nenhum leito disponível na unidade de saúde. De acordo com Ubirajara, foi expedida uma liminar judicial para que um leito de UTI, seja de hospital público ou particular, fosse liberado para o tratamento da criança. A ordem foi concedida na madrugada do sábado por uma juíza, mas nenhum leito estava disponível e por volta das 9h da manhã, Vicente não resistiu e veio a falecer. Mesmo ciente da deficiência do pronto-socorro, Ubirajara afirmou que a equipe do hospital fez o melhor que pode para estabilizar a criança. “A equipe era muito competente, não mediram esforços e a médica que cuidou do Vicente era muito gabaritada”, contou. O pai da criança acrescentou que mesmo conseguindo uma vaga na UTI, ele não resistiria. “Ele teve duas paradas cardíacas e a equipe lutava para estabilizá-lo. Era um quadro complicado, mesmo conseguindo a UTI, ele não estava estável para ser transferido”, lembra. Ubirajara lamenta que uma cidade como Cuiabá ainda sofra com falta de UTI e que se solidariza com as demais famílias que passaram por esse problema.

Edição EDIÇÃO 16963




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