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CIDADES
Sábado, 29 de Dezembro de 2007, 12h:09

SINOP

Criança de 1 ano e 8 meses pode ter sido estuprada

ROSANI TRINDADE
Da Reportagem/DR
A Polícia Civil de Sinop está trabalhando desde a semana passada com um caso extremamente delicado envolvendo uma criança de apenas um ano e oito meses. De acordo com as informações de fontes policiais, a denúncia é de um suposto atentado violento ao pudor, além da suspeita de maus tratos aplicados contra a criança. Uma família que reside no bairro Boa Esperança, na periferia da cidade, está sendo investigada pela Polícia Civil. A principal suspeita é de que a filha caçula tenha sido vítima de um estupro. A criança, conforme exames médicos, apresenta uma lesão em uma das pernas e também teve o braço esquerdo quebrado. De acordo com o delegado Arnaldo Agostinho Sottani, as suspeitas começaram a ser levantadas no início de dezembro, quando a menina foi levada por familiares ao pronto-atendimento com um quadro de fratura na perna. A mãe, cujo nome não foi divulgado, alegou que a criança teria levado um tombo ao cair de uma escada. Mas o médico que prestou atendimento desconfiou de espancamento e acionou a polícia e o Conselho Tutelar. Os exames feitos no Instituto Médico-Legal (IML), no entanto, revelaram as lesões. No último dia 21, a garotinha deu entrada novamente no Pronto-Atendimento, desta vez, com uma possível infecção nas partes genitais. O médico de plantão percebeu que a lesão podia se tratar de estupro e, mais uma vez, acionou a Polícia Civil e Conselho Tutelar. Foi realizado um exame pericial e constatado, por fim, o caso de atentado violento ao pudor. A partir daí, foram iniciadas as investigações. O delegado Sottani ouviu os depoimentos da mãe da menina, do padrasto e dos avós maternos e paternos. “Todos negam as acusações e se defendem, alegando que pode se tratar de um caso de infecção ou hemorróidas. Pedimos, então, um exame de ultra-som abdominal, que comprovou que a saúde da criança está normal, apesar do trauma horrível que sofreu”, revelou. Segundo o delegado, o inquérito policial não deverá ser concluído por falta de provas. A Polícia Civil aguarda o envio dos laudos definitivos. “Por enquanto, a menina fica afastada do lar”, explica o delegado Sotanni. O Conselho Tutelar de Sinop, responsável pela segurança da criança, já providenciou o seu encaminhamento ao Orfanato Menino Jesus, onde deverá permanecer até a decisão final da Justiça.

Edição EDIÇÃO 16967




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