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CIDADES
Segunda-feira, 08 de Setembro de 2008, 20h:06

AMBIENTE

Corte de figueira no Duque de Caxias causa polêmica

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
O corte de uma figueira com mais de 30 anos virou polêmica em Cuiabá. A árvore estava sendo cortada para o andamento das obras de construção de um condomínio residencial, mas a mutilação dos galhos e tronco foi interrompida após a intervenção do Ministério Público Estadual (MPE). A derrubada da planta chamou a atenção de moradores e pessoas que passavam pela rua Alice Borges de Lima, no bairro Duque de Caxias. Diante de diversas denúncias de populares, o promotor de Meio Ambiente, Gerson Barbosa, e o secretário Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Smades) de Cuiabá, Osmário Daltro, estiveram no local. “Só pelo o que eu sei, esta árvore tem mais de 30 anos, não deveriam derrubar. É o progresso e o dinheiro falando mais alto”, lamentou o aposentado Wilson Gonçalves de Queiroz, 75 anos, que reside próximo ao lugar. “A muda, inclusive, foi doada pela comunidade da Igreja Boa Morte”, contou. A Plaenge, empresa responsável pela obra, no entanto, apresentou autorização emitida pela Smades para a erradicação de cinco árvores no local e, conseqüentemente, sua recomposição, conforme é determina o Código de Postura do município e a Lei Complementar 004/92. “Todas as vezes que vamos iniciar um serviço temos o cuidado de pedir licença e autorização ao município”, disse o engenheiro da obra, Robson Yanagawo, informando que outras cinco mudas de oitis, considerada ideal para rua e calçada, já foram plantadas ao longo da calçada. Apesar disso, o promotor Gerson Barbosa conseguiu o prazo de dois dias para avaliar a legalidade da licença emitida pelo município. “Em contato com os empresários, consegui dois dias para fazer a análise e verificar se autorização está dentro dos parâmetros legais”, comentou. Ele lembrou ainda que há restrições quanto à derrubada de determinadas árvores, mesmo localizada em área particular. Além disso, comentou que o MPE está trabalhando em projeto de tombamento de árvores de interesse paisagístico, histórico e cultural. Já o secretário de Meio Ambiente, Osmário Daltro, informou que hoje, na Capital, não é mais permitido plantar figueiras. “As raízes prejudicam o sistema de tubulação da rede de esgoto e quebram calçadas. Elas têm um grande poder de destruição”, observou. “Mas toda vez que um corte é autorizado também é determinada a recomposição”. O corte ou até mesmo a poda de árvores plantadas em calçadas de Cuiabá são proibidos, se não houver autorização da prefeitura. Nestes casos, a Smades deve ser procurada para que autorize o sacrifício. A permissão só é concedida após a avaliação da necessidade ou não. A Plaenge, em nota, ainda informou que aguarda a definição das autoridades envolvidas na autorização da retirada para dar seqüência às obras. Por enquanto, informa que o serviço está suspenso.

Edição EDIÇÃO 16967




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