CIDADES
Domingo, 23 de Agosto de 2009, 01h:15
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COPA 2014
Corredores troncais podem ser solução
Uso de ônibus de circulação rápida nas passagens é a proposta mais viável para deixar trânsito da Capital melhor estruturado até o Mundial
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Elaborado pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU), o Plano Setorial de Mobilidade Urbana (PSMU), que visa adequar a cidade para o Mundial de Futebol de 2014, apresenta três modelos de transporte urbano para Cuiabá. Dois deles, o metrô e o veículo leve sobre trilho (VLT), já estão praticamente descartados. A terceira alternativa é o sistema tronco alimentado, formado por corredores troncais exclusivos por onde trafegam os Bus Rapit Transit (BRT), que significa ônibus que transitam rapidamente. Tudo, no entanto, ainda sob estudo e sujeito a alterações, não só agora, como futuramente. A proposta, inclusive será discutida com técnicos do governo do Estado. Pelo projeto, está prevista a criação de pelo menos cinco corredores troncais (que podem funcionar tanto no sistema BRT como VLT), além das linhas alimentadoras. Os recursos virão dos governos federal e estadual. O metrô está descartado e, tanto a União como o Estado, já se manifestaram que não têm dinheiro para o VLT, informou o secretário da SMTU, Edivá Alves. Já para o BRT há uma sinalização favorável, acrescentou. De acordo com Alves, um levantamento feito pela equipe do arquiteto Jaime Lerner prevê um custo de R$ 201 milhões por quilômetro para a instalação do metrô. O valor cai para R$ 40,4 milhões no caso do VLT e, mais ainda, para o BRT: R$ 11,1 milhões. De acordo com os estudos, os corredores troncais abrangerão 33,3 quilômetros somente na Capital. Assim, o investimento inicial para o metrô seria da ordem de R$ 1,5 bilhão. Já para o BRT, pouco mais de R$ 350 milhões. A proposta prevê seis corredores. Um deles na Fernando Corrêa, compreendendo o trevo de acesso ao município de Santo Antônio de Leverger até a Tenente Coronel Duarte (Prainha). Outro, na Dante de Oliveira (antiga dos Trabalhadores), do bairro Carumbé, passando pela João Gomes Sobrinho, até a Coronel Escolástico. Também está previsto um corredor, que deverá ter continuidade em Várzea Grande, entre a Historiador Rubens de Mendonça (CPA), do trecho que vai do Ginásio Verdinho até o Porto. Os outros dois abrangerão a República do Líbano (do trevo de acesso a Chapada dos Guimarães, passando pela Presidente Marques, Mato Grosso e Rubens de Mendonça com retorno pela Marechal Deodoro) e a Getúlio Vargas compreendendo também a Prainha, Lava-Pés, Trevo do Santa Rosa e retorno pela Isaac Póvoas. Há ainda um corredor menor na Miguel Sutil (viaduto da Fernando Corrêa e República do Líbano). Nessas linhas troncais vamos trabalhar com ônibus articulados, observou Alves. Nelas, já temos as pistas definidas e não vamos ter muitas indenizações, acrescentou. Cada ônibus articulado transporta entre 120 a 130 pessoas, praticamente o dobro do tipo convencional. Conforme Alves, existem diversos modelos de sistema tronco-alimentado. Porém, a idéia que vem sendo considerada ideal para a Capital é a de pista exclusiva na terceira faixa (canteiro central), duplada (para evitar que os ônibus fiquem parados um atrás do outro) e com passarela nos terminais, que oferece maior segurança aos usuários e evita maiores conflitos no trânsito. Além disso, no início de cada corredor será construído um terminal ou estação, onde funcionarão mini-shoppings. No Porto, por exemplo, a proposta é construir um prédio com escada rolante, sendo que na parte superior ficarão os estabelecimentos comerciais e na inferior, o terminal. O sistema ainda é formado por linhas alimentadoras, que saem dos bairros até as estações. Na região do Coxipó, por exemplo, inicialmente estão previstas 19 linhas alimentadoras, que serão atendidas por 62 ônibus. Atualmente, são 176. Mas, Alves lembra que, com a mudança, as viagens serão mais curtas e mais rápidas. A SMTU acredita que as linhas troncais serão auto-sustentáveis em termos de manutenção, já que os terminais terão mini-shoppings. Um detalhe é que todas as linhas intermunicipais, como a de Santo Antônio e Cuiabá, vão acabar nos terminais.