CIDADES
Sábado, 02 de Maio de 2009, 13h:01
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PLÁSTICAS
Consórcio viabiliza sonho da cirurgia
Após decisão do BC que já entrou em prática no mercado local, mulheres como Adriana e Suzy veem mais próximo o sonho de ter corpo perfeito
ALECY ALVES
Da Reportagem
O sonho de dispor dos recursos da medicina estética para melhorar a silhueta parece mais próximo da realização para trabalhadores de classe média e baixa. Amparadas pela nova resolução do Banco Central que criou em fevereiro o consórcio de serviços, muitas cuiabanas planejam aumentar o tamanho dos seios, fazer desaparecer aquelas gordurinhas incômodas e corrigir outras imperfeições físicas. Em contraste, o Conselho de Medicina se posiciona contra o novo modelo de venda de serviços médicos estéticos. Mesmo assim, Adriana Faria Ribeiro, 33 anos, casada, e Suzy Ritarlan de Sousa Freitas, 26 anos, ambas com um filho cada, assim como Fernanda Queiroz de Sousa, 29 anos, compõem a primeira lista de mulheres e homens que adquiriram cotas de consórcio para cirurgia plástica no estado. Adriana acha que com um salário como o dela, de pouco mais R$ 1,3 mil, e tantas despesas fixas em família, dificilmente conseguiria realizar o sonho de fazer plástica nos seios. Ela comprou uma cota de R$ 6 mil, valor estimado para a aquisição da prótese e serviços médicos e hospitales do implante de silicone. Dividido em 36 vezes, está pagando parcelas de R$ 220. Não está sobrando dinheiro, mas estou economizando para realizar esse sonho. Com 1,61m de altura e 52 quilos bem distribuídos, Adriana diz que o tamanho de seus seios, muito pequenos, a incomoda desde a adolescência. Agora, diz, é só esperar ser contemplada nos sorteios mensais ou pela possibilidade de dar um lance para ser contemplada e fazer a sonhada cirurgia. Suzy ganha um pouco menos que Adriana, mas assim que soube da abertura do primeiro grupo de consórcio de serviços, resolveu adquirir uma cota no mesmo valor e forma de parcelamento. O plano dela é passar em breve por uma abdominoplastia, ou seja, retirada de gordura e pele da barriga. Ela nunca esteve tão descontente com o próprio corpo. Com o nascimento do filho, que hoje tem três anos, diz, acumulou gordura na região do abdome que, em sua avaliação, somente uma cirurgia poderia eliminar. Apertando o orçamento em casa, Suzy diz que vem conseguindo pagar as parcelas do consórcio. Tanto na família de Adriana como de Suzy elas não são as únicas a recorrerem à medicina estética para melhorar o visual. Duas irmãs de Suzy implantaram próteses de silicone. Já a irmã de Adriana fez lipoescultura e implantou próteses nos seios. Já Fernanda superou as outras consorciadas tanto no valor quanto na proposta cirúrgica. Ela comprou uma cota no valor de R$ 14 mil, planejando fazer implante de silicone nos seios e uma remodelagem geral do corpo por meio da lipo. Casada, sem filhos, Fernanda disse que não está com pressa em fazer a cirurgia e por isso não pretende oferecer lance, um procedimento comum nos consórcios tradicionais de bens como carros e imóveis disponíveis no mercado.