O projeto de implantação de binário nas avenidas Dante de Oliveira e Jurumirim divide opiniões entre quem trafega ou tem comércio ao longo das duas pistas. Tem o lado bom e ruim, comenta a sócia-proprietária de uma loja, Keila Silva Teixeira. Para o comércio não vai ser bom, porque deve cair o movimento. Por outro lado, vai melhorar o trânsito que é um caos, acrescenta. Segundo Keila Teixeira, tráfego de carros na Dante de Oliveira é intenso o dia todo. Mas a situação piora entre 7h e 8 horas, por volta do meio-dia e às 18 horas. São os horários de pico, quando as pessoas estão indo ou voltando do trabalho ou escola, observa. Ela conta que inclusive tem dificuldades para andar de motocicleta. Eu ando de moto e levo de cinco a seis minutos para percorrer apenas 500 metros. Isso porque eu vou costurando entre os carros. Nos horários de pico, é triste andar aqui, afirma. Ao lembrar que a avenida Dante de Oliveira é estreita, a pedagoga Andréia de Santos Barros reclama da falta de acostamento e de faixa para pedestres. As pessoas atravessam a rua correndo, no meio dos carros. É um perigo, diz. Para o vigilante José Antônio da Silva, Cuiabá está ficando pequena para comportar tantos carros. Ele mora às margens da Jurumirim e observa que a situação na avenida é menos caótica que na Dante de Oliveira. O engarrafamento acontece mais no trevo da Miguel Sutil, próximo da Gráfica Atalaia, aponta. José Antônio tem dúvidas se a transformação da pista em mão única vai acabar com o engarrafamento no trevo. O fluxo de carros não deve diminuir, comenta. Porém, ele acredita que vai amenizar a falta de segurança para os pedestres. Apesar de a avenida ter muito quebra-mola, as pessoas têm muitas dificuldades para atravessar. Quem sabe com mão-única essa situação melhore, destaca. (JD)