CIDADES
Sexta-feira, 15 de Junho de 2007, 20h:46
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VIOLÊNCIA EM CUIABÁ
Comerciantes cobram soluções
ALINE CHAGAS
Da Reportagem
A violência em Cuiabá reuniu ontem o secretário de Segurança Pública do Estado, Carlos Brito, a alta cúpula das polícias Civil e Militar do Estado, presidentes de bairros, representantes da sociedade organizada e vereadores em uma audiência pública na Câmara Municipal para definir estratégias de combate. Assuntos pontuais, como os roubos contínuos no centro histórico e comercial, os crescentes números de roubos, furtos e mortes violentas e até mesmo o salário baixo dos policiais foram questionados pelos presentes na audiência pública. Registros da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de mostram que o número de mortes violentas ocorridas em maio em Cuiabá foi de 23. Em abril, foram 17 mortes violentas. No primeiro trimestre de 2007, os indicadores da Sejusp mostram que foram registrados 2.085 roubos e 3.985 furtos. O presidente da Associação dos Lojistas de Cuiabá, Paulosalem Pereira, alguns comerciantes do Centro podem até denominar quem são as pessoas que entram nas lojas para roubá-los, tamanha é a freqüência em que os assaltos ocorrem. Pereira disse, indignado, que durante o dia, o policiamento no local é ótimo, mas durante a noite, as ruas do Centro ficam abandonadas pelos policiais, atraindo sempre os mesmos ladrões. E o que mais nos chama atenção é que essas pessoas são presas durante a noite, e no dia seguinte, durante o dia, já estão nas ruas de novo, mesmo com várias ocorrências. É preciso fazer alguma coisa, pediu o comerciante. Para o vereador Domingos Sávio, é preciso também cobrar da prefeitura de Cuiabá o início dos trabalhos da guarda municipal. Sávio informou que a Câmara aprovou um orçamento de R$ 1,097 milhão para segurança e até agora a guarda não foi implantada. Francisco Faiad, presidente da seccional de Mato grosso da Ordem dos Advogados do Brasil, disse que a segurança de Cuiabá está passando por problemas sérios e que a população vive com medo, acuada. Faiad cobrou soluções da Sejusp para evitar a onda crescente de crimes e de insegurança. As pessoas tem medo até de parar no semáforo, lembrou. O secretário Carlos Brito argumentou, no início da audiência pública, que os principais causadores da insegurança são a realidade social e a falta de investimentos histórica na área que Mato Grosso tinha no passado. Segundo o secretário, a própria realidade sócio-econômica dos moradores de Cuiabá e a desigualdade social ocasionam os crimes. Mas, disse Brito, que mesmo com a realidade em que vivem os moradores de Cuiabá, não é justo comparar a Capital e o Estado com outros grandes centros.