CIDADES
Domingo, 06 de Setembro de 2009, 01h:18
A
A
Começo em casa pequena e antiga, com 100 alunos
A Escola de Artífices de Cuiabá, que surgiu em setembro de 1909 numa pequena casa no antigo estilo cuiabano, baixa e comprida, com menos de 100 alunos, cresceu e se modernizou. Não forma sapateiros ou alfaiates, como era no princípio, mas tecnólogos, muitos especialistas em informática, automadores industriais e controladores de obras para atender um mercado exigente que cada dia se moderniza mais. A instituição tem dois campi na Capital, o maior, com 3.200 alunos, localizado no centro de Cuiabá, e outro com 800 estudantes, no bairro Bela Vista. Também dispõe de campi em São Vicente, Pontes e Lacerda, Rondonópolis, Cáceres, Campo Novo do Parecís, Confresa, Barra do Garças e Juína, além de núcleos em diversas cidades. Ao passar para Instituto Federal de Educação (IFMT), em dezembro de 2008, deixou de ser um centro tecnológico para se transformar em universidade. A partir dessa decisão federal (lei 11.892), o diretor foi elevado ao status de reitor e passou a gerir as demais unidades, inclusive a Escola Agrotécnica de São Vicente. O atual reitor é um ex-aluno, José Bispo Barbosa. A projeção para 2014 é chegar a 5 mil alunos somente no campus central de Cuiabá, segundo o diretor dessa unidade, Ali Veggi Atala. Além de oferecer o ensino nos níveis médio e superior e pós-graduação em algumas áreas, por meio de vestibular, a escola criou um programa de qualificação para pessoas que já passaram dos 18 anos. Os cursos são para Técnico em Edificações e Eletrotécnica. Também está nos planos do IFMT ampliar o processo de interiorização em convênio com as prefeituras. No momento, a instituição está discutindo propostas com Peixoto de Azevedo, Tapurah e Nova Canarana, diz Ali Veggi. Em breve, por exigência da lei que criou o instituto, terá de destinar 20% das vagas para a formação de professores em áreas como Química, Física e Matemática. (AA)