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CIDADES
Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013, 20h:09

OBRAS DA COPA

Chuva paralisa obras por cinco dias

Trincheiras ficaram alagadas e uma das bombas quebrou, o que atrasou a sucção da lama que toma conta da via e impede o trabalho dos operários

GUSTAVO NASCIMENTO
Da Reportagem
Algumas obras de mobilidade para a Copa do Mundo ficarão paralisadas por até cinco dias devido à chuva forte do último domingo (27). Os locais onde acontecem as escavações estão alagados, o que impede a execução do serviço. No entroncamento da avenida Jurumirim com a avenida Miguel Sutil, a maior trincheira de Cuiabá, com 915 metros de extensão, a situação é crítica. No domingo, o local ficou parecendo um córrego. Areia e detritos eram carregados pela correnteza que se formou. O volume de chuva foi tão grande que no dia seguinte o sistema de drenagem da via ainda não tinha escoado água. A construção ficou com aspecto de uma piscina gigante. Para complicar ainda mais, a bomba que estava fazendo a sucção da lama quebrou. De acordo com um dos funcionários da obra, que pediu para não se identificar, para retirar toda água ali depositada será necessário, no mínimo, uma semana. “Com a bomba isto já iria demorar porque é muita água. Agora, sem a bomba, só se tiver muito sol mesmo. Mas, ainda tem o risco de voltar a chover”. Ele disse que até mesmo na área não alagada se criou muito barro e por isto, nem a máquina de terraplanagem pode passar no local. “Ela ficaria atolada e iria destruir toda a compactação que já foi feita”. Segundo ele, em uma chuva normal, os operários têm que esperar até 48 horas para que a terra seque completamente e assim, voltar a passar a máquina. Apesar dos estragos, a precipitação de domingo não foi considerada atípica. Conforme dados do 9º Distrito de Meteorologia de Várzea Grande, ligado ao Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), está foi apenas a quarta maior chuva de outubro. Segundo o Inmet, choveu aproximadamente 15 milímetros, algo considerado dentro dos padrões do mês. Para fim de comparação, no dia 15 de outubro, foi registrada a maior chuva. Na ocasião, o Inmet coletou 32 milímetros de água. Em outra obra de menor porte, na avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA), que receberá os trilhos do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a lama continuou acumulada mesmo 24 horas após o temporal. Conforme funcionários da obra, eles passaram o dia bombeando a água para fora da via. Eles afirmam que em três dias as atividades voltarão ao normal. De acordo com a assessoria da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), a chuva não atrasa o cronograma das obras e que os funcionários foram deslocados para fazer outras atividades. A Secopa informou também que é responsabilidade das empresas fornecer alternativas para trabalhar, mesmo com a chuva.

Edição EDIÇÃO 16967




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