CIDADES
Terça-feira, 09 de Março de 2010, 21h:38
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DOENÇAS RENAIS
Cerca de 4,5 mil acometidos em MT
ALECY ALVES
Da Reportagem
Na Semana de Prevenção de Doenças Renais, aberta ontem em Cuiabá, especialistas apontam estimativas preocupantes sobre diagnósticos de novos casos e mortes por doenças renais. Este ano, cerca de 4,5 mil mato-grossenses descobrirão que são portadores de algum tipo de doença renal grave, um número que representaria 100 para cada grupo de 1.500 habitantes, segundo dados da Sociedade de Brasileira de Nefrologia (SBN), Regional Mato Grosso. E ainda, o mais grave, que 15%, ou 675 desses pacientes, morrerão no mesmo ano. Em Mato Grosso, atualmente 2 mil pessoas dependem de hemodiálise, ou seja, de horas ligados a uma máquina que faz a filtragem do sangue substituindo as funções renais comprometidas pela doença, para se manter vivos. As doenças renais já estão sendo consideradas a epidemia do século XXI, puxadas por outras patologias como o diabetes e a hipertensão arterial, segundo a nefrologista Paulete Dossena Grando, presidente da SBN Regional. O interessante nisso, observa Paulete, tanto a pressão alta quanto a elevação da glicose podem ser controladas com tratamento ou hábitos de vida, antes de afetar ou mesmo comprometer as funções renais. Obesidade, sedentarismo, dieta rica em sal, açucares e proteína animal são fatores de riscos para essas duas doenças. A doença renal é grave, silenciosa e tratável, quando descoberta precocemente, alerta a especialista. Conforme Paulete Grando, 70% desconhecem que são portadores de problemas de funcionamento dos rins. Ontem, como parte da programação da campanha, Paulete e outros profissionais da entidade médica passaram a manhã na sede da Unimed-Cuiabá aferindo a pressão arterial e orientando usuários da cooperativa de saúde sobre os fatores de riscos e a necessidade de prevenção. Amanhã, serviço similar será oferecido aos servidores públicos estaduais em um posto de atendimento no auditório da Secretaria Estadual de Administração. Lá, além de verificar a pressão arterial, servidores e dependentes terão acesso a cartilhas, panfletos, palestra e vídeo sobre como prevenir-se da doença. José Ayres de Oliveira, 57 anos, aproveitou para aferir a pressão. Depois de confirmar que estava com 13x8, ele contou que ano passado sofreu um susto. Ele descobriu que estava com a pressão alta durante a consulta em que buscava uma explicação para sua insônia. Depois, começou um tratamento com medicamentos próprios que durou dois meses.