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CIDADES
Quinta-feira, 04 de Maio de 2017, 18h:13

PAC OBRAS HISTÓRICAS

Casa Barão de Melgaço, primeira obra, fica pronta amanhã.

ALINE ALMEIDA
Da Reportagem
No próximo sábado Cuiabá ganha a primeira das 16 ações através do PAC Obras Históricas. A cidade, que está entre as 44 do país a serem contempladas com os recursos federais para o resgate da sua história, recebe sua primeira obra. Iniciada no final de 2015, a Casa Barão de Melgaço, atual sede do Instituto Histórico e Geográfico do Mato Grosso (IHGMT) e da Academia Mato-Grossense de Letras (AML), será entregue aos cuiabanos no próximo dia 6 de maio, com toda sua estrutura restaurada. Somente na Casa Barão os investimentos chegam a R$ 690 mil. Ao todo, as 16 ações somam investimentos previstos de R$ R$ 10,49 milhões. Espaços urbanos da cidade, e edifícios que compõem seu centro histórico e possuem relevantes funções sociais, vão ganhar uma nova cara com o resgate. Além da Restauração da Casa Barão de Melgaço, os recursos vão abranger o Museu da Imagem e do Som (Misc), a sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Casa Procon, Casarão 155, Casa Funai, Casa de Bem Bem, Casa 79, na Rua Pedro Celestino, e as praças da Mandioca, Senhor dos Passos, Caetano de Albuquerque, Alberto Novis e Escadaria do Beco Alto. A superintendente do Iphan em Mato Grosso, Amélia Hirata, afirma que em relação a Casa Barão de Melgaço este é o primeiro grande investimento do Governo Federal em 24 anos da homologação do tombamento. No local já foram investidos em torno de R$ 690 mil e para o Iphan, o momento é considerado histórico. “O PAC das Cidades Históricas vai trazer com a restauração destes locais além do reconhecimento do Centro Histórico, a valorização da cultura material e imaterial. Estamos a um passo dos 300 anos da cidade e esta é uma espécie de presente para a nossa Capital”, confirma Amélia Hirata. A superintendente do Iphan frisa que na Casa Barão de Melgaço foram realizadas obras de acessibilidade e a restauração do prédio como um todo. A obra amplia as condições de uso da Casa Barão de Melgaço enquanto biblioteca e arquivo dos acervos das duas instituições culturais mais antigas do Estado ainda em atividade. A restauração incluiu a cobertura do edifício, pintura da fachada, revitalização de estruturas danificadas como madeiramento de telhados, pisos e esquadrias, reparo nas alvenarias, substituição de instalações sanitárias e elétricas, instalações de combate a incêndio e isolamento térmico da cobertura. O local conta com arquivos e biblioteca das instituições, com mais de 8 mil títulos e um raro acervo de periódicos, além de arquivos institucionais e privados de famílias da região. A CASA - Construída entre 1775 e 1777, a casa da antiga Rua do Campo, nº 3869, passou a ser, a partir de 1843, residência do francês naturalizado brasileiro Almirante Augusto João Manoel Leverger. Casado com a cuiabana Ignez de Almeida Leite, o militar defendeu o Brasil durante a Guerra do Paraguai e recebeu de Dom Pedro II o título de Barão de Melgaço. Barão de Melgaço ficou cinco mandatos como governador do Mato Grosso, ficou conhecido por seus trabalhos enquanto historiador, geógrafo, pesquisador e escritor. Com a morte do Barão, a residência passou por herança a seus descendentes e foi desapropriada ainda em 1926. Em 1930, passou a ser a sede do Instituto Histórico e Geográfico do Mato Grosso e da Academia Mato-grossense de Letras. Foi também à sede da primeira Faculdade de Direito de Cuiabá. O edifício é tombado individualmente pelo Estado de Mato Grosso e está localizada na área de entorno do Conjunto Arquitetônico, Urbanístico e Paisagístico de Cuiabá, tombado pelo Iphan.

Edição edição 16957




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