CIDADES
Terça-feira, 08 de Julho de 2008, 21h:19
A
A
GREVE
Carteiros param em MT
Depois de oito dias de hesitação, sindicato da categoria Decide aderir ao movimento; correspondências vão atrasar
DANA CAMPOS
Da Reportagem
Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso aderiram oficialmente ontem à greve nacional da categoria, que já dura oito dias. Dos sete centros de distribuição de domiciliar (CDD) de Cuiabá e Várzea Grande, local onde os carteiros fazem a separação das correspondências e sua distribuição, três deles - CPA, Coxipó e Vista Alegre - tiveram as atividades parcialmente interrompidas. A paralisação deve atrasar a entrega de correspondência. Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos de Mato Grosso (Sintect), Francisco da Silva Adão, o movimento está ganhando força. Segundo ele, o Estado não tem histórico de adesão imediata. A categoria geralmente sente como estão as manifestações pelo país. Depois adere. De acordo Adão, além dos carteiros dos CDDs de Cuiabá, os de Várzea Grande, Cáceres, Rondonópolis, Barra do Garças e Sinop deverão integrar o movimento ainda hoje. O diretor regional dos Correios em Mato Grosso, Nilton do Nascimento, classificou a atitude dos sindicalistas de incoerente. Segundo ele, o Sintect está agindo de forma descompromissada com a coletividade. O diretor explicou que o sindicato exige um aditivo em cima do salário de cada servidor, independente do tempo de serviço. A empresa estudou a possibilidade e verificou que haveria um prejuízo salarial da grande maioria dos funcionários. Então ficou decidido pela equiparação salarial, onde foi pago a cada servidor um adicional de R$ 260. A categoria considerou que dessa forma foi melhor para todos. Por isso, a pouca adesão ao movimento, destacou Nascimento. Desde o dia dois deste mês, o sindicato vem anunciando a greve em Mato Grosso. No entanto o movimento foi adiado para a última sexta-feira, e somente ontem, parte dos carteiros da empresa aderiu à greve. Segundo Adão, todo esse atraso foi devido ao detalhe jurídico. Conforme ele, a entidade esqueceu de oficializar junto à empresa um documento informando a posição da classe. As reivindicações da categoria são a adoção de um novo Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS), mudanças na forma de distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), e o cumprimento do termo de compromisso que garante adicional de 30% sobre o salário.