A operação de cadastramento dos flanelinhas, desencadeada em junho pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFA), está parada há quase dois meses. O motivo, segundo o delegado Silas Caldeira, é a falta de pessoal para colocar nas ruas e terminar de fazer o trabalho. No total foram cadastradas 80 pessoas. A polícia estima que pelo menos 60% deles se declararam usuários de entorpecentes e que utilizam a atividade para sustentar o vício. Infelizmente, nós temos que escolher certas ações em detrimento de outras. Devido ao aumento no número de roubos, tivemos que priorizar esses casos e não o cadastro dos flanelinhas, explicou o delegado. Para realizar a operação, também é necessário o apoio dos Centros Integrados de Segurança e Cidadania e outras delegacias especializadas. Dependemos de todos esses fatores para que possamos retomar a operação, destacou o delegado. Silas Caldeira informou que pretende dar continuidade à operação, mas que ainda não há uma data confirmada para isso. O ideal seria continuar em setembro, para que até dezembro pudéssemos terminar o trabalho. Mas não podemos confirmar ainda quando a operação será retomada, disse. A operação foi desencadeada em junho em Cuiabá porque alguns dos guardadores de carros da cidade foram denunciados à polícia por suspeita de roubos e furtos. O objetivo é que o cadastramento seja uma ferramenta a mais para monitorar as atividades dessas pessoas. A polícia também pretende fazer a operação de cadastramento em Várzea Grande. Na primeira fase do cadastramento, que durou apenas alguns dias, a polícia esteve nas avenidas Mato Grosso, Brasília (em frente ao Shopping Três Américas), General Vale (em frente ao Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá) e Presidente Artur Bernardes.