CIDADES
Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2009, 23h:54
A
A
DENGUE MATA
Cáceres tem 2 vítimas fatais em 12h
CLARICE NAVARRO DIÓRIO
Da Sucursal
Duas mortes por dengue hemorrágica foram registradas em Cáceres na quarta-feira num intervalo de menos de 12 horas, elevando para quatro o número oficial de óbitos por dengue na cidade. Evaldo Toledo, 32 anos, morador de rua, foi a terceira vítima. Ele foi atendido no Pronto-Socorro às 18 horas de terça-feira e, transferido para o Hospital Regional, onde faleceu ao meio-dia de quarta-feira. Ele era deficiente físico e chegou ao PAM alcoolizado, o que pode ter complicado o quadro. Menos de dez horas depois morreu a menina Lucineide Pereira da Silva, de 4 anos. Ela também deu entrada no PAM na terça-feira, em estado grave, sendo transferida para o Hospital Regional, onde morreu às 21h40 de quarta-feira. As outras duas vítimas da dengue em Cáceres foram o braçal Durvalino Cunha Silva, 44, morto no dia 25 de novembro, e a professora Greice Aparecida do Nascimento, 27 anos, grávida de nove meses, que morreu dia 15 de novembro. O primeiro foi vítima da dengue hemorrágica e a segunda morreu devido a complicações da dengue clássica. Segundo Arlene Alcântara, coordenadora da Vigilância Sanitária do município, as mortes ocorreram no momento em que se registra uma redução do Índice de Infestação Predial na cidade, que caiu dos 3,5% registrados na primeira quinzena de novembro para 2,4%, na última semana do mês. Segundo ela, os óbitos reforçam a necessidade da intensificação das ações de prevenção, que devem contar com a participação da população na limpeza de quintais e lotes urbanos. Do início do ano até agora, foram notificados 2.275 casos de dengue em Cáceres, sendo 22 de dengue com complicações, 31 de dengue hemorrágica, um óbito por síndrome de choque da dengue e três mortes por dengue hemorrágica. A Visa confirma que a cidade enfrenta uma epidemia da doença. O secretário de Saúde Luiz Landin determinou que os médicos que atendem nos postos de saúde da família (PSF) reforcem a equipe do Pronto Atendimento Médico (PAM) até que a situação se normalize. Diante da gravidade da situação, fizemos um acordo com os médicos para que seja feito um rodízio no reforço do atendimento no PAM. É uma situação de emergência, justificou.