CIDADES
Terça-feira, 04 de Maio de 2010, 21h:09
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AFOGAMENTO
Cabo bombeiro presta depoimento
A investigação da morte do oficial alagoano Abinoão Soares de Oliveira em treinamento na região do Manso contou ontem com o depoimento da última das quatro vítimas de afogamento, a cabo do Corpo de Bombeiros Flávia Aparecida Rodrigues. Assim como Abinoão, durante o treinamento do último sábado ela também teria passado mal, mas resistiu e foi internada num hospital particular da cidade. Ontem, o curso voltou às suas atividades, dez dias após a morte de Abinoão. O depoimento de Flávia é o último colhido dentre os alunos do treinamento pelo inquérito civil, presidido pela delegada Ana Cristina Feldner. Antes de Flávia, foram ouvidos os outros dois oficiais que passaram mal após as atividades dentro dágua, do curso de Tripulação Operacional de Multimissão (TOMM): o paranaense Luciano Prezato e Tiago Rodrigues Mendes da Silva, de Goiás. Flávia compareceu ontem ao Cisc Verdão para prestar esclarecimentos sobre o caso e preferiu nada revelar sobre o longo depoimento dado à delegada. O teor dos demais depoimentos no inquérito civil também não foi revelado até o momento. Os oficiais que passaram mal durante o treinamento são todos alunos e os demais também já foram ouvidos. Agora, Ana Cristina passará, então a ouvir os depoimentos dos coordenadores do curso promovido pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). O médico que atendeu as vítimas no Pronto-Socorro de Cuiabá, Washington Miguel Mansor, também já prestou depoimento. O andamento do inquérito civil visa obedecer o prazo estipulado pelo titular da Sejusp, Diógenes Curado, para esclarecimento da morte de Abinoão. Junto a outros 24 militares, muitos vindos de outros Estados, ele fazia um treinamento aquático de fôlego dentro da lagoa do Manso. Foi durante esta atividade que Abinoão não resistiu e morreu por afogamento. As demais vítimas, três militares, passaram mal. INQUÉRITO - Além do civil, um inquérito militar foi instaurado para apurar o caso, mas nada se sabe sobre o que foi apurado até agora. E o temor é de que o caso caia ainda mais no obscurantismo caso a juíza da 11ª Vara Criminal Militar, Lúcia Perufo, defira um pedido de habeas corpus impetrado pelo defensor público Ademar Monteiro da Silva em nome de sete integrantes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) com a intenção de trancar a investigação da Polícia Civil, deixando o caso sob atribuição exclusiva da Militar. Perufo solicitou informações dos dois inquéritos para decidir, mas a delegada do civil só foi notificada ontem, tendo até hoje para prestar um relatório e embasar a decisão da juíza sobre o rumo da investigação.