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CIDADES
Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009, 01h:51

BANCÁRIOS

Bradesco é palco de mobilização

ALECY ALVES
Da Reportagem
Em greve há sete dias, ontem pela manhã os bancários se reuniram em assembléia extraordinária na porta do Bradesco da rua Barão de Melgaço e conseguiram paralisar parcialmente a principal e maior agência da rede no Estado. No encontro em que trabalhadores e populares compartilharam de um café da manhã, os bancários decidiram fortalecer o movimento grevista e combater o que classificaram como pressão patronal para o retorno ao trabalho. O diretor jurídico do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB), Eduardo Alencar, denunciou que diretores de bancos estariam telefonando para os funcionários ameaçando-os de demissão, caso não retornassem ao trabalho. Esse procedimento teria como pretexto as decisões de “interdito proibitório” obtidas judicialmente por alguns bancos. Segundo Alencar, a medida assegura o acesso ao local de trabalho daqueles que não aderiram à greve, mas não obriga a volta de quem optou pela paralisação. Pelas contas do SEEB, ao menos 80 agências bancárias continuam fechadas em Cuiabá e Várzea Grande. O presidente da entidade, Arilson Silva, disse que o sindicato ainda não concluíu o levantamento sobre a adesão dos trabalhadores do interior do Estado. As agências dos grupos Itaú/Unibanco e Santander/Real reabriram as portas com ajuda de liminares obtidas na Justiça. Na segunda-feira, o sindicato ingressou com uma ação junto ao Tribunal Regional do Trabalho a fim de garantir a continuidade do movimento de greve no Estado. Silva informou que também na segunda-feira, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) acenou com a possibilidade de abrir as negociações com a categoria. O sinal foi o encaminhamento da primeira resposta aos ofícios encaminhados pela comissão de negociações da Federação dos Trabalhadores. A expectativa dos bancários é que nesta quarta-feira aconteça o primeiro encontro pós-deflagração da greve para discutir a pauta de reivindicações. Encaminhada em agosto, data-base de negociações salariais dos bancários, a pauta foi discutida em seis reuniões sem que se chegasse ao acordo. A categoria quer 10% de ganho real, percentual referente à soma das perdas e recomposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses. Além disso, os bancários pedem adicional de 40% do salário por risco de vida para quem trabalha em agências e postos, a exemplo de acordos coletivos de vigilantes, abertura de novos postos de trabalho, igualdade de oportunidades e mais segurança no trabalho.

Edição EDIÇÃO 16962




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