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CIDADES
Quinta-feira, 17 de Julho de 2008, 21h:32

LEI SECA

Bafômetros cambaleantes

Testes do Imeq avaliaram 21 aparelhos da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal; oito deles não eram confiáveis

DANA CAMPOS
Da Reportagem
O Instituto de Metrologia e Qualidade do Estado (Imeq) reprovou oito dos 21 “bafômetros” usados pela Polícia Militar (PM) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Mato Grosso. Isso significa que 38% dos aparelhos usados em ações de fiscalizações de trânsito em ruas e avenidas do Estado não apontavam o nível correto de álcool no sangue. Do total de aparelhos reprovados, 15 eram da PRF e seis pertenciam à PM. O “bafômetro” é utilizado por policiais para identificar o percentual de concentração de álcool (etanol) contido no organismo dos condutores de veículos. Após a promulgação da Lei Seca, seu uso passou a ser mais difundido. De acordo com o diretor do Imeq, Jair José Durigon, a PM foi a que obteve maior índice de reprovação. Segundo ele, durante os procedimentos realizados pelo instituto, 50% dos aparelhos da marca Intoximeters, modelo Alco Sensor, usados pelos militares tiveram resultado contrário às normas de qualidade exigidas pelo Imeq. Já a PRF encaminhou para análise 15 aparelhos, da marca LPC, modelo BAF 110. Desses, cinco (33%) tiveram a análise negativa. Segundo o coordenador de fiscalização de instrumento, Rogério Henrique de Oliveira, o teste prático foi realizado por meio de um simulador de sopro humano que mede a concentração de álcool contido em um material de referência certificado (MRC), que corresponde a uma solução de etanol com água de medidas variadas. Conforme Oliveira, todos os aparelhos foram submetidos a três tipos de procedimentos. Em cada etapa o processo foi repetido cinco vezes. Primeiro, explicou o coordenador, o simulador lança uma “baforada” de ar puro para testar o “zero” do ar, ou seja, identificar se o aparelho indicará algum resultado diferente de zero. Em seguida, é lançado outro sopro com uma solução alcoólica, no entanto, com baixo teor. Por último, o nível de concentração de álcool é aumentado. Diante das reprovações, esclareceu o diretor, tanto a PRF quanto a PM, terão que encaminhar os aparelhos irregulares às empresas fabricantes ou importadoras para que sejam efetuados os reparos nos defeitos detectados ou para uma possível troca. Conforme o comandante da PM, coronel Antônio Campos Filho, os aparelhos reprovados já foram encaminhados ao fabricante. A reportagem também entrou em contato com a PRF, no entanto, até o final desta edição não conseguiu resposta.

Edição EDIÇÃO 16962




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