CIDADES
Terça-feira, 29 de Março de 2016, 20h:40
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TRÂNSITO
Avenida começa a ser readequada
YURI RAMIRES
Da Reportagem
Até sexta-feira (29) devem começar os trabalhos de readequação viária no canteiro central do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na Avenida da FEB, em Várzea Grande. A via é uma das prejudicadas com a obra inacabada do modal e a que apresenta um estágio mais avançado se comparado com o canteiro em Cuiabá. A ordem de serviço foi assinada na segunda-feira e a empresa A.I. Fernandes Serviços de Engenharia será a responsável pela execução. Conforme a Secretaria de Estados das Cidades (Secid), o contrato assinado prevê a realização de terraplanagem, melhoria asfáltica e de limpeza ao longo do canteiro. O documento aponta ainda que os trabalhos devem ser realizados no prazo de 90 dias, sob o custo de R$ 610.361,27. Esse valor, segundo a Secid, será cobrado posteriormente da empresa responsável pela obra do VLT, o Consórcio VLT. Os trabalhos visam uma melhor trafegabilidade na via, como também a segurança dos pedestres que circulam na região. A readequação acontece depois de um longo período de debate com a população do município isso sem contar o tempo que a obra está parada. As audiências foram realizadas durante o segundo semestre do ano passado, e contribuíram para a elaboração do projeto final. O secretário de Cidades, Eduardo Chiletto, destacou que o trabalho vai contribuir para além da melhoria do fluxo do trânsito. As ações irão minimizar os problemas de mobilidade e segurança dos várzea-grandenses, reforçou. No que diz respeito às obras do modal, ainda na segunda-feira, o Governo entregou à Justiça Federal os relatórios da empresa KPMG Consultoria. O levantamento apontou que a conclusão do VLT deve custar 602 milhões aos cofres públicos, lembrou a Secid. Ainda não há nada certo sobre a retomada das obras, a Secid espera nos próximos dias, realizar uma coletiva de imprensa para divulgar informações sobre o estudo, mas até ontem, a assessoria não confirmou a data do encontro. Vale ressaltar que o valor apontado é muito abaixo do que havia sido pedido pelo Consórcio VLT no ano passado, para dar continuidade e finalização na obra. A empresa pediu cerca de R$ 1,135 bilhão. Iniciada em 2012, a obra do modal tinha como prazo final o ano de 2014, quando a cidade sediaria a Copa do Mundo. Porém, o cronograma não foi cumprido e fiscalizações encontraram diversas irregularidades, especialmente no orçamento. Assim que assumiu o governo, Pedro Taques determinou uma auditoria no contrato, bem como a contratação de consultoria especializada. Atualmente, além de ações técnicas, seguem processos judiciais sobre o VLT nos Ministérios Público Federal (MPF), Estadual (MPE) e no Executivo.