Atualmente, graças aos avanços científicos dos médicos e do tratamento, as pessoas infectadas pelo vírus HIV conseguem qualidade de vida e sobrevida muito maiores em relação à década de 80, quando a aids foi descoberta. Hoje, a qualidade de vida é muito boa. Eu tomo medicamento há 16 anos e não sinto nada. Quem olha para mim não diz que tenho a doença, comenta a presidente da Ong Corações Amigos, Vera Lúcia da Silva. Porém, o preconceito e o estigma ainda são grandes. Eu nunca tive problema neste sentido, mas a discriminação ainda existe e é muito forte. Há pouco tempo, tivemos o caso de uma pessoa que foi contratada (por uma empresa do ramo alimentício), mas quando foram lhe dar o vale transporte e ela disse que não precisava porque tinha direito à passagem gratuita por possuir a doença, ela acabou sendo demitida, conta Vera Lúcia lembrando que ninguém é obrigado a dizer que tem o vírus e muito menos uma empresa pedir o exame que detecta da doença para contratar uma pessoa. Porém, tão importante quanto o tratamento é o diagnóstico da infecção pelo HIV, que é feito a partir da coleta de sangue. Para isso, são feitos os exames laboratoriais e os testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em até 30 minutos. (JD)