Dois argumentos foram usados pelo ministro Ricardo Lewandwski em seu voto contra o aborto de fetos diagnosticados com anencefalia: primeiro, que o Supremo Tribunal Federal não pode decidir questões que caberiam ao Congresso Nacional; segundo, que ao liberar o aborto de fetos anencéfalos, o Supremo estará liberando a matança de fetos com qualquer tipo de má-formação. O deputado federal e pastor Marco Feliciano argumentou que, no futuro, uma gestante que descobrir que está esperando um filho com algum tipo de anomalia pode recorrer à Justiça para reivindicar a liberação do aborto e assim começar um processo como o que culminou na liberação recém-aprovada para os casos de bebês anencéfalos. Uma decisão favorável neste caso pode levar no futuro à legalização do aborto no país e ao assassinato em massa de crianças em nosso país, disse o parlamentar. O padre Luiz Carlos Ludi, de Anápolis (Goiás), liderou a vigília em frente ao prédio da Suprema Corte. Ludi disse que batizou dois bebês com anencefalia. Temos direito absoluto à vida desde a concepção até a morte natural independentemente do tipo de deficiência, inclusive no caso de anencefalia, disse ele.