Atual gestão reconhece drama e remete solução apenas ao PAC
Historicamente a população de Várzea Grande sempre sofreu com um abastecimento de água deficiente. A atual gestão de Várzea Grande reconhece o problema. Porém, afirma que é decorrente da falta de investimento e de planejamento no setor por parte dos ex-gestores ao longo dos últimos anos. Além disso, há a questão da estiagem. Assim como em Cuiabá, o Programa de Aceleração para o Crescimento (PAC) é única promessa de solução. Só vai ser resolvido com as obras do PAC, afirmou o diretor presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), João Carlos Hauer. Os serviços do PAC foram paralisados após a Operação Pacenas da Polícia Federal, que resultou na prisão de onze pessoas suspeitas de envolvimento em irregularidades. Atualmente, o fornecimento do produto é feito por duas adutoras e 86 poços artesianos. São duas estações (ETAs) que tratam 670 mil litros por segundo. O que não é suficiente, admitiu Hauer. Mas, nesta época do ano o nível freático é muito baixo. Com menos água, temos que trabalhar com sistema de manobras ou caminhões-pipas, acrescentou. O secretário de Comunicação Paulo Sá exemplificou, por exemplo, que um poço que produz dois mil litros de água por hora e funciona 24 horas conseguirá encher 24 caixas de dois mil litros. Assim, ele frisa que abrir mais poço não é a saída. Problemas que deverão ser resolvidos com a ampliação de 270 mil para 480 mil litros da ETA localizada na avenida Júlio Campos e com a criação de reservatórios apoiados (RAP) com capacidade de seis milhões de litros cúbicos em pontos estratégicos da cidade, entre eles, a região do bairro São Mateus. Porém, o reinício dos trabalhos do PAC depende da liberação de recursos, bloqueados pelo Ministério da Cidade após a Operação Pacenas. Somente para melhorias no sistema de abastecimento são R$ 74 milhões. Reiniciados, a previsão de conclusão dos serviços é de um ano e quatro meses. (JD)