Doze árvores antigas de Cuiabá, algumas supostamente de mais de 40 anos, das espécies fícus (figueirinha), mangueira e oiti, foram envenenadas com herbicida usado na lavoura. O veneno foi injetado por meio de furos feitos no caule. Essas árvores formam um pequeno bosque à margem da avenida Miguel Sutil (Perimetral), próximo do viaduto de acesso a Estação Rodoviária. O local é um tradicional ponto de parada de dezenas de caminhões de frete, no bairro Araés. Com a ajuda de um caminhão-pipa e operários, dois engenheiros das secretarias Municipais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Smades) e de Infra-Estrutura lavaram os caules, o solo e as raízes na tentativa de retirar o veneno e evitar que as arvores morressem. O engenheiro florestal da Secretaria de Infra-Estrutura, Ralf Macedo, disse que não há dúvida de que essa é mais uma ação criminosa contra o meio ambiente. Conforme Macedo, até o momento sabe-se apenas que, na noite de sábado, dois homens que estavam em uma caminhonete pararam no bosque e começaram a perfurar as árvores. Apesar da limpeza que fizeram, Ralf Macedo disse que não há nenhuma garantia de que as árvores resistirão. O engenheiro explicou que o herbicida penetra na seiva e aos poucos vai secando a planta até matá-la definitivamente. O secretário municipal de Meio Ambiente, Éden Capistrano, disse que pediu ajuda à Procuradoria Geral do Município para investigar o caso. Na solicitação, Capistrano sugere a formalização de queixa crime à polícia para que o envenenamento das árvores seja apurado em inquérito policial. Meses atrás, diversas árvores da avenida Marechal Deodoro, no bairro Santa Helena, foram mortas num crime ambiental semelhantes.