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CIDADES
Terça-feira, 22 de Maio de 2012, 21h:51

UFMT

Após uma semana de greve, docentes aguardam diálogo

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Com as atividades paralisadas há uma semana, os 1.600 docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), até o momento, não receberam nenhuma proposta por parte do governo federal que possa colocar fim ao movimento grevista. A expectativa fica por conta de uma reunião entre o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, com representes da Associação Nacional (Andes), prevista para esta quinta-feira, mesmo dia em que acontece assembléia geral da categoria, em Cuiabá. “Até agora não houve nenhum avanço”, informou o presidente da Adufmat, professor Carlinhos Eilert. Segundo ele, até ontem pela manhã 40 federais haviam aderido à paralisação nacional. Ao todo são 64 instituições. No Estado, são aproximadamente 20 mil estudantes sem aula. Entre eles, Thiago Magalhães, de 18 anos, que faz o 3º semestre de Engenharia Civil, e as colegas Érica Patrícia Paiva, de 19, e Celina Arruda e Silva, 20, ambas do 2º semestres do curso de Engenharia Florestal. Apesar de se sentirem prejudicados, eles apóiam o movimento. “Os professores são a base para a formação de um bom profissional em qualquer área e educação de qualidade também se faz com bons salários”, acredita Thiago. Já Celina Arruda lembra que a categoria luta ainda por melhores condições de trabalho. “Muitos laboratórios estão sucateados e faltam equipamentos, o que prejudica o ensino”, aponta. A categoria alega que o governo federal não cumpriu o acordo assinado na campanha salarial em 2011, que garantia 4% de reajuste e incorporação da Gratificação Específica do Magistério Superior (Gemas), além da flexibilização do debate sobre a reestruturação da Carreira Docente. Os professores também cobram o piso do Dieese (R$ 2.329,35) para início de carreira (20 horas). O valor pago hoje é de apenas R$ 557,51. Sobre a carreira, reivindicam 13 níveis, com 5% de reajuste no interstício entre eles. Querem ainda que os aposentados sejam incluídos nessa nova carreira. TÉCNICOS – Os mais de três mil técnicos da UFMT também podem entrar em greve a partir do dia 11 de junho. De acordo com a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores (Sintuf), Ana Bernadete de Almeida Nascimento, o governo federal deixou de cumprir acordos firmados na greve de 2007 como o pagamento do vencimento básico complementar ao plano de carreiras.

Edição EDIÇÃO 16967




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