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CIDADES
Quarta-feira, 16 de Abril de 2008, 21h:22

CASO YURI

Após 1 ano, processo não tramita

ALECY ALVES
Da Reportagem
Completou um ano ontem que o estudante Marcos Yuri Prado Oliveira Guirado, de 10 anos, morreu com um tiro de pistola na cabeça dentro da casa do tenente-coronel da Polícia Militar Reinaldo Magalhães de Moraes, no bairro Parque Cuiabá. O tiro, conforme apurou a polícia, foi disparado acidentalmente pelo filho do oficial, um garoto de 13 anos, durante uma brincadeira com a arma que o militar mantinha em sua residência. Por causa da morosidade na tramitação do processo, o primeiro depoimento do tenente-coronel em juízo só deverá acontecer em setembro deste ano, marcado inicialmente para o dia 2, às 15h. O interrogatório judicial dele já teve de ser adiado por duas vezes devido à ausência de juiz titular na 10ª Vara Criminal da comarca de Cuiabá, onde tramita a ação. Na primeira audiência, a juíza então titular da 10ª Vara, Flávia Catarina Reis Taques, transferiu o interrogatório do oficial do dia 28 de setembro de 2007 para 28 de novembro do mesmo ano, para cumprir folga compensatória. Na data redesignada, a juíza titular estava participando de um curso fora do Estado e a magistrada nomeada para substituí-la, Maria Catarina de Oliveira Simões, não pôde fazer a audiência porque cumpria agenda de interrogatórios de réus presos na 9ª Vara. Em novembro, o militar chegou a comparecer ao fórum, mas logo foi dispensado por ordem da juíza. Na esfera militar, o corregedor geral da PM, coronel Raimundo Francisco de Sousa, explicou que Magalhães responde a um procedimento administrativo por transgressão disciplinar, instaurado com base na conclusão da sindicância instaurada logo após o fato. Procurada pela reportagem do Diário, a mãe de Marcos Yuri, Nilce Guirado, ainda abalada pela morte do filho e com problemas de saúde, preferiu por não dar entrevista. Ela se limitou a dizer que decidiu entregar o caso “à justiça de Deus”. “Nada trará meu filho de volta”, completou. O CASO - De acordo com informações policiais, Marcos Yuri assistia ao filme “Todo Mundo em Pânico 4” junto com o filho do tenente-coronel Reinaldo, de 10 anos, e outro coleguinha do bairro. Num determinado momento, o filho do militar teria ido até um dos quartos da casa, onde teve acesso à pistola de propriedade de seu pai. A arma tinha apenas um projétil e estava guardada no meio de roupas na gaveta de um armário. O disparo teria ocorrido no momento em que o garoto mostrava a arma aos amigos.

Edição EDIÇÃO 16962




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