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CIDADES
Terça-feira, 26 de Junho de 2007, 20h:14

PAC DA SEGURANÇA

Apesar de números altos de violência, não vem recurso

RODRIGO VARGAS
Da Reportagem
As mais recentes estimativas, nacionais ou internacionais, asseguram que Mato Grosso é o campeão em homicídios, violência contra a mulher e tem papel importante no tráfico de seres humanos. Nenhuma delas, porém, foi levada em consideração no rateio das verbas do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Ao definir o chamado PAC (em referência ao Programa de Aceleração do Crescimento) da Segurança Pública, o Ministério da Justiça estabeleceu como prioridade a execução de 40 projetos em 11 estados – nas regiões sudeste e nordeste, principalmente. Nenhum deles será implantado em território mato-grossense. De acordo com o ministério, os critérios utilizados foram o número de homicídios por 100 mil habitantes e o furto de automóveis. Mesmo tendo quatro entre os dez municípios pior colocados no mapa da violência da Organização dos Estados Ibero-americanos (OIE), o Estado não entrou na lista. Para o secretário de Justiça e Segurança Pública, Carlos Brito, a situação mostra que os levantamentos estão defasados. “O Mapa da Violência abrange até 2004. O que trata da violência contra a mulher foi feito há sete anos. Nem o Ministério da Justiça leva estas informações em consideração”. Ainda assim, segundo ele, a necessidade de investimentos é grande. “Toda ajuda é bem-vinda. Temos feito vários contatos com Brasília, em busca de convênios diretos, que possam compensar o fato de não termos sido contemplados com o PAC”. Brito informou, ainda, que cerca de 60% dos recursos do programa estão neste momento vinculados ao esquema de segurança dos Jogos Pan-americanos, no Rio de janeiro. Quando acabar o evento, diz o secretário, está prevista a divisão de parte dos equipamentos com os estados. “Com tudo isso, acho que não houve prejuízo para o Estado”, disse Brito.

Edição EDIÇÃO 16966




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