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CIDADES
Sexta-feira, 24 de Outubro de 2014, 21h:28

COMPORTAMENTO

Apenas 36,5% dos cuiabanos praticam atividades físicas

YURI RAMIRES
Da Reportagem
Na região Centro-Oeste, Cuiabá é a capital com o menor número de pessoas praticando atividades físicas em horários livres. Conforme dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, apenas 36,5% da população adotou um estilo de vida mais saudável com a prática de esportes. Os homens são os mais ativos - 44,2% deles praticam atividades físicas contra 29,4% das mulheres. A pesquisa leva em consideração que essas pessoas praticam ao menos 150 minutos de atividade de intensidade moderada por semana. Por outro lado, a pesquisa aponta que 24% dos cuiabanos despendem três ou mais horas diárias assistindo televisão. Em relação aos exercícios, a capital está acima da média brasileira, que é de 33,8%. O equivalente nacional é considerado um avanço, tendo em vista que apresentou um crescimento de 12,6% nos últimos cinco anos. Na região Centro-Oeste, a capital onde mais se pratica exercícios físicos é Brasília (41,5%), seguida de Campo Grande (40%) e Goiânia (37,2%). A profissional de Educação Física, Laura Yule Alencar, que atua em uma academia da cidade, defende que apesar de baixo, o número já representa um avanço. “Estamos vivendo um boom da atividade física, do cuidado com a saúde, e isso é uma consequência do que está sendo abordado pela mídia”, lembra. Para ela, apesar da mudança, é importante estar sempre passando pelo acompanhamento de um profissional. “Na academia que trabalho, a maioria dos alunos são homens. Mas, as mulheres são as que mais se preocupam em estar acompanhadas de um profissional”, contou. Segundo Laura, muitos homens treinam sozinhos, baseados em treinamentos que amigos contaram, ou que leram na internet. Já as mulheres fazem questão se saber o que é melhor para o tipo físico e suas limitações. Laura ainda cita as corridas de rua, que tem tido uma grande aceitação dos cuiabanos. “A pessoa corre sozinha, sente uma dor na perna, não se preocupa, não cuida e no futuro pode ter uma complicação que leva ela a parar com a atividade. Por isso é importante estar sempre fazendo o acompanhamento”, finaliza. Entre essa porcentagem está o estudante de medicina Arthur Romio, 24 anos. Atualmente ele faz musculação e exercícios funcionais, que ajudam a perder calorias, mas sem supervisão. “Malho desde os 15 anos, agora acredito que não preciso mais de supervisão. No começo tinha um instrutor”, lembra. Apesar disso, ele afirma que está sempre passando por um médico. “Ele é quem define a frequência que foi fazer em cada exercício, o tempo e as minhas limitações”, disse o jovem, que se exercita por estética. “A sociedade atual prega o culto pelo corpo. Eu faço isso não para os outros, faço isso para mim. Não consigo me sentir bem se eu fico fora do peso”, finaliza. Deborah Malta, diretora de Vigilância e Promoção da Saúde do Ministério, classifica o crescimento da prática de musculação como interesse na melhora da qualidade de vida. Ela ainda ressalta que a caminhada é a primeira atividade física que a população escolhe para começar a se exercitar. “A musculação, por exemplo, é uma atividade contratual, em que é necessário se matricular, buscar um estabelecimento e aí passa a ser um compromisso agendado na semana”, frisa.

Edição EDIÇÃO 16964




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