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CIDADES
Quinta-feira, 04 de Setembro de 2014, 21h:17

FALTOU ENERGIA

Apagão zera estoque do MT Hemocentro

Um curto-circuito causou um blecaute no fornecimento de energia à sede do MT Hemocentro e perda do estoque de plaquetas da unidade de saúde

YURI RAMIRES
Da Reportagem
Um blecaute, ocasionado por um curto-circuito, na sede do MT Hemocentro resultou na perda do estoque de plaquetas que estavam armazenadas na unidade. O fornecimento de energia foi interrompido devido à queda de galhos em meio à fiação. Na noite do ocorrido, quarta-feira (03), chovia em Cuiabá. O estoque zerado se torna mais um problema na unidade, que vem funcionando de maneira precária. Durante o apagão, o gerador de energia não funcionou. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), as plaquetas são processadas durante a noite, horário em que aconteceu o curto. Elas estavam armazenadas em geladeiras. Bolsas de sangue também estavam na geladeira e, segundo a SES, o estoque passará por um teste para saber se ainda pode ser utilizados. Nenhum equipamento foi danificado. A Cemat esteve no local e por volta das 12h de ontem, a energia foi restabelecida. O problema atingiu ainda outras unidades do Complexo de Saúde, como o MT – Laboratório e um setor do Cermac. Os atendimentos no local foram ficaram suspensos até o inicio da tarde de ontem. A SES ressaltou que não irá faltar sangue na cidade, tendo em vista que outras 33 unidades do hemocentro estão espalhadas pelo Estado. Caso seja necessário, foi informado que o estoque do Sistema Único de Saúde (SUS), também poderá ser utilizado. Agora, a preocupação é em reabastecer o estoque da sede. O serviço de doação já está disponível no órgão para os voluntários. A volta da normalidade dos atendimentos, bem como a reposição do estoque, depende das doações. O sucateamento do MT Hemocentro vem sendo mostrada há anos pelos funcionários e pacientes do local. Atendendo uma solicitação do Ministério Público de Mato Grosso (MPE-MT), a Justiça determinou que o Governo interferisse na instituição para tomar as medidas cabíveis. O prazo é de 120 dias. Na época, o promotor de Justiça Alexandre de Matos Guedes, ressaltou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliou que o local oferece alto risco à população. Entre as irregularidades, destaca-se o uso de congeladores domésticos para armazenamento e conservação do plasma. Guedes ainda declarou que o Estado vem há anos prejudicando os serviços do órgão e a saúde dos usuários, já que faltam diversos equipamentos e insumos para a realização dos trabalhos ofertados. O promotor ainda pediu o afastamento do secretário de Saúde, Jorge Lafetá, mas a ação ainda não foi julgada.

Edição EDIÇÃO 16967




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