Procedimentos a serem adotados pelas brasileiras que utilizam a polêmica prótese mamária PIP serão divulgados na próxima semana
ALECY ALVES
Da Reportagem
Semana que vem deve ser definido o protocolo de atendimento às mulheres que usam o implante de silicone da marca francesa PIP (Poly Implants Protheses), considerada inadequada por representar risco de romper ou vazar. Para a próxima quarta-feira, dia 11, está agendada uma reunião entre representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde e integrantes das Sociedades Brasileiras de Mastologia e de Cirurgia Plástica. Desse encontro sairá os procedimentos a serem adotados pelas brasileiras que utilizam a prótese mamária PIP. De abril de 2010 até esta terça-feira, a Anvisa já havia contabilizado 94 registros sobre próteses mamárias, via ouvidoria e via sistema de notificação. Entretanto, segundo o diretor adjunto da Anvisa, Luiz Roberto Klassmann, os casos de ruptura relatados não chegam a dez e ainda precisam ser investigados. O último registro foi feito no dia 25 de dezembro. Não há informações sobre o registro de casos de rompimento de prótese entre pacientes mato-grossenses. Entretanto, está confirmada a venda e, consequentemente o implante, de próteses dessa marca em mulheres do Estado. Muitas esperam pelo agendamento de consulta ou o retorno de seus médicos de viagem de férias para obter mais informações. Algumas delas sequer sabem que marca de silicone implantaram. A Anvisa nacional já rastreou todos os municípios brasileiros onde foram feitas cirurgias plásticas com próteses mamárias da marca francesa PIP, mas não divulgou esse mapeamento aos órgãos de saúde estaduais. As vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, segundo a Anvisa, serão acionadas para localizar os centros de saúde que fazem esse tipo de procedimento na tentativa de buscar as pacientes. Ainda há uma data para início dessa ação. Na última terça-feira o governo federal publicou no Diário Oficial da União o cancelamento do registro das próteses mamárias PIP no Brasil. Isso ocorreu por causa da decisão do governo francês, que em dezembro recomendou a retirada dos implantes por apresentarem maiores riscos de rompimento ou vazamento. A Anvisa continua recomendando às mulheres com próteses mamárias a procurarem o serviço médico onde foi feita a cirurgia para uma avaliação da situação do implante. Hoje pela manhã a diretoria da Anvisa se reúne com a empresa EMI, importadora das próteses PIP no Brasil. O diretor-adjunto da Anvisa informou que será aberto um inquérito sanitário, uma vez que a responsabilidade pela circulação de produtos de saúde no país é do detentor do registro.