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CIDADES
Sábado, 03 de Outubro de 2009, 00h:51

ENEM 2009

Ano letivo garantido

Reitora da UFMT não demonstra preocupação quanto ao adiamento da divulgação do resultado, o que ocorrerá antes do início das aulas

ALECY ALVES
Da Reportagem
O adiamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) surpreendeu, mas não trouxe preocupação à reitora da UFMT, professora Maria Lúcia Cavalli Neder. Ela acredita que, mesmo que o resultado seja divulgado no final de fevereiro, a menos de quinze dias do início das aulas - marcado para a primeira semana de março -, haverá tempo suficiente para divulgar a lista dos aprovados e fazer as matrículas. As provas devem ser realizadas em novembro. Maria Lúcia explicou que pela pontuação alcançada e a lista de classificação do Enem, o próprio aluno saberá se foi ou não aprovado no curso e na universidade para os quais se inscreveu. A partir daí, disse, poderá procurar a universidade para se matricular. No entendimento da professora, a adoção da prova do Enem como fase única de seleção de candidatos, como fez a UFMT, mantém a instituição em posição privilegiada perante as universidades que optaram pelo aproveitamento parcial. O mesmo se aplicará se necessário fazer convocações extras para preencher as vagas daqueles que não confirmarem matrícula no tempo regulamentar ou desistirem nas primeiras semanas de aula. A UFMT, destacou a reitora, não terá nenhum trabalho com correção de provas ou análise de pontuação. Maria Lúcia Neder garantiu que em nenhum momento pensou que poderia adotar uma medida equivocada ao substituir o vestibular tradicional pelo exame do ensino médio. Além de confiança, Maria Lúcia acha que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável por executar o Enem, tem experiência em estudos e elaboração de exames. O furto da prova, comentou, é algo que poderia acontecer em outros concursos públicos, o que não tornaria o resultado menos confiável quando é descoberto e são adotadas providências de cancelamento, como aconteceu nesse caso. Para os estudantes, em especial os que estão concluindo o ensino médio, indiretamente, o adiamento estará atendendo uma reivindicação. A reitora ponderou que alunos, escolas e professores dessa etapa do ensino reclamaram da data de aplicação das provas do Enem porque seria antes da conclusão do ano letivo, com conteúdo por ser ministrado. “Todos terão mais tempo para estudar”, ponderou, completando que os candidatos mato-grossenses não têm com o que se preocupar nem em relação à concorrência com estudantes de outros estados. “Tenho a certeza que a maioria das vagas ficará para Mato Grosso”, finalizou. Pouco mais de 96 mil mato-grossenses se inscreveram para prestar as provas do Enem. Neste exame a UFMT está oferecendo 5 mil vagas em mais de 15 cursos. PROTESTO – Centenas de estudantes secundaristas de diversas escolas e cursos pré-vestibulares de Cuiabá se mobilizaram ontem, em frente à Coordenação de Exames Vestibulares e a reitoria da UFMT na intenção de pressionar a instituição para que abandone o Enem e mantenha o sistema anterior de ingresso. Com as caras pintadas, vestidos em “luto” e munidos de panelas, os candidatos foram recebidos pelo coordenador da CEV, José Eurico Leitão, a quem entregaram um abaixo-assinado, com mais de 400 assinaturas, com o pedido. O professor disse a eles que qualquer decisão de modificar a forma de ingresso cabe ao Conselho Superior de Ensino Pesquisa e Extensão. Orientou-os a solicitar, juntamente com diretores das escolas, uma reunião com a reitora para dialogar. “Porém, um vestibular demanda de quatro a cinco meses de elaboração. Não vejo tempo hábil para a mudança. Mas com diálogo, tudo se resolve”, sentenciou.

Edição EDIÇÃO 16967




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