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CIDADES
Segunda-feira, 17 de Setembro de 2012, 21h:06

UFMT

Andes decide encerrar a greve no país

Professores de Mato Grosso fazem assembleia na quarta-feira para definir se mantêm o posicionamento nacional e voltam às atividades

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) avaliam em assembléia, na tarde desta quarta-feira, o indicativo de suspensão unificada da greve da categoria, que completou quatro meses. Ontem, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (Andes-SN) informou que decidiu encerrar a paralisação nacional de algumas universidades federais que mantinham o movimento. “A assembléia de base é que tem autonomia para decidir pela manutenção ou suspensão do movimento”, disse o professor Antônio Máximo, do Comando Local de Greve (CLG). Caso deliberem pelo retorno, a data de reinicio das atividades também será discutida na reunião. Por determinação do Ministério da Educação (MEC) o período da greve deve ser reposto de forma completa. Cada instituição tem autonomia para organizar o calendário de reposição, mas as aulas devem prosseguir até 2013. Em nota, a Andes informou que a greve nacional dos docentes das instituições federais “constituiu-se em torno de uma pauta com dois pontos – reestruturação do plano de carreira e valorização e melhoria das condições de trabalho,- a partir da realidade, dos interesses e demandas dos docentes e foi potencializado por um movimento forte pelas bases”. Destacou que o governo federal se manteve intransigente em todo o processo negocial e recusou-se a dialogar com nossa proposta de carreira, mesmo diante de todas as tentativas por parte do movimento docente para reabrir as negociações e apresentação de uma contraproposta. “Majoritariamente as assembleias apontam para uma suspensão unificada do movimento grevista, indicando a necessidade de revigorar as estratégias da luta que continua, agora, num outro patamar. A disposição e a indignação expressa pelas bases devem orientar e constituir as novas ações para o enfrentamento desse novo momento, em uma cadência nacional, articulando a luta pelas condições de trabalho, a negociação das pautas locais e a intervenção a respeito da reestruturação da carreira, bem como mantendo e ampliando o saldo organizativo conquistado nesse processo”, justifica a Andes.

Edição EDIÇÃO 16967




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