NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Domingo, 21 de Junho de 2026

CIDADES
Quinta-feira, 07 de Março de 2013, 21h:05

MORADIA

Alunos vão resistir ao despejo

Reitora diz que há vagas para todos no alojamento estudantil, inaugurado este ano, dentro do campus

HELSON FRANÇA
Da Reportagem
Independente da disposição dos universitários em resistir, até o último instante, ao despejo das moradias estudantis mantidas sob aluguel pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a reitora Maria Lúcia Cavalli Neder enfatizou que, no dia 22 de março, entregará as chaves das residências aos respectivos proprietários. “Caberá aos donos decidir que providências tomar. Sempre achei que violência gera violência”. As Casas do Estudante são espaços disponibilizados pela UFMT aos universitários de baixa renda. A reitora alegou que as cinco residências alugadas pela instituição para os alunos serão fechadas pelo fato de existir vagas na moradia estudantil localizada no interior do UFMT, campus Cuiabá, inaugurada em janeiro deste ano. Ela assegurou que há vagas para todos os estudantes que atualmente residem nas casas alugadas. Maria Lúcia disse que também não foi a responsável por acionar a Polícia Militar, como alegam os estudantes. “Eu não estava na UFMT na tarde de quarta-feira. Não pedi para ninguém da Polícia Militar ir acabar com a manifestação dos estudantes”, pontuou. Se dizendo bastante chateada com o incidente, a reitora contou, porém, que tinha conhecimento de que os estudantes iriam protestar pois, nesta semana, esteve reunida com os universitários por três dias seguidos – inclusive na manhã de quarta-feira (6) – data do ocorrido. “Não falou diálogo em nenhum momento com a classe estudantil. Inclusive, estou aberta à conversa”, defendeu-se. Os universitários, por sua vez, afirmam que só foram para a rua protestar por não terem sido ouvidos dentro do ambiente acadêmico. “Estudantes, na rua, reitora a culpa é sua!”, bradavam, durante a manifestação. Um dos líderes do protesto, o acadêmico do curso de mestrado em Geociências, Caiubi Kuhn, 22 anos, ressalta que, ao contrário do que afirma a reitora, em nenhum momento foi assegurado aos 50 estudantes que residem nas casas alugadas o direito à moradia no novo espaço inaugurado na UFMT, pois as vagas já estariam ocupadas. “Dependemos dessas moradias para continuar estudando. Vamos resistir até o fim”, enfatizou o estudante. Novas manifestações devem acontecer nos próximos dias, alertou Caiubi. Atualmente, 150 estudantes da UFMT vivem em Casas de Estudante mantidas pela instituição.

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL