CIDADES
Terça-feira, 06 de Setembro de 2011, 19h:41
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FIM DA GREVE
Agentes têm problemas no reinício
ALCIONE DOS ANJOS
Da Reportagem
Com o retorno das atividades após 66 dias de paralisação, os investigadores da Polícia Civil enfrentaram um pequeno tumulto para proceder o abastecimento de viaturas e, ainda, com a falta de pessoal. Muitos trabalhadores não foram informados sobre o fim da paralisação e ficaram confusos, explicou o presidente do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil e Agentes Prisionais de Mato Grosso (Siagespoc), Cledison Gonçalves da Silva. Já os escrivães retomaram as atividades normalmente, mas encontraram pilhas de inquéritos para ser colocadas em dia. Estamos com muita vontade de trabalhar. Voltamos empenhados, disse a presidenta do Sindicato dos Escrivães, Genima Almeida. Essa greve serviu para mostrar a toda sociedade, ao governo e até a nós mesmos a importância da categoria, que o digam os índices da criminalidade, que cresceram de forma assustadora nesse período, apontou. A presidenta afirmou que a expectativa é que uma reunião seja marcada com a Secretaria de Estado de Administração para negociarem de que forma as demandas nesses mais de 2 meses parados sejam sanadas. Em 2006, quando retornamos de uma greve de 60 dias, combinamos com o governo que a categoria iria fazer duas horas extras por dia, no horário do almoço ou após o expediente, e mutirão aos sábados. Em contrapartida, o governo devolveria os salários cortados durante a greve. Demoramos quatro meses para normalizar os procedimentos. Acho que é uma saída, sugeriu Genima. A assessoria da SAD disse que ainda não há uma reunião marcada para tratar do retorno das atividades. Primeiro os sindicatos precisam comunicar oficialmente à Secretaria sobre o fim da paralisação e retorno das atividades para que a agenda seja feita, o que não tinha ocorrido ainda pela manhã de ontem. RETORNO - Por volta das 8h30 da manhã, cinco pessoas aguardavam no Cisc Planalto para registrar boletim de ocorrência. Ninguém sabia que a greve tinha sido encerrada e, mesmo encontrando dois agentes disponíveis para lavrar os boletins, houve reclamação. Uma senhora que foi assaltada anteontem por volta das 19h disse que tinha procurado o Cisc logo após o assalto, mas não conseguiu fazer a ocorrência, teve que retornar pela manhã e esperar muito tempo para fazer o registro. Outra mulher afirmou que o atendimento era horrível e agora estava péssimo, sabendo do final da greve completou ninguém parece. O delegado plantonista do Planalto, Valdeque Duarte, avaliou que para o setor nada mudou com o movimento, já que funciona com escalas. Acredito que o movimento não seja maior porque estamos em véspera de feriado e muitas pessoas possivelmente não saibam do fim da greve, analisou. No Cisc Verdão, por volta das 9h, seis pessoas aguardavam para o mesmo serviço. O delegado João Bosco Ribeiro afirmou que o registro de boletim nunca parou no local, pois estagiários estavam lavrando o documento. Explicou que apesar da polêmica sobre sua permanência ou não no cargo está preparando a retomada das investigações dos casos de responsabilidade da Roubos e Furtos. Sempre é difícil voltar ao normal depois de uma greve, comentou. Mas temos vários casos de assalto a banco e arrombamentos a caixas-eletrônicos para darmos prosseguimento, ponderou. Para ele cada delegado será o responsável pela velocidade da retomada das investigações. Quem vestir a camisa conseguira colocar os casos em dia mais rápido, considerou.