CIDADES
Terça-feira, 07 de Junho de 2011, 21h:15
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POLÍCIA CIVIL
Agentes e escrivães pressionam governo
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Aproximadamente 300 escrivães e investigadores da Polícia Civil passaram o dia de ontem concentrados na Assembleia Legislativa, em Cuiabá. As duas categorias foram pedir apoio ao presidente da Casa, José Riva, à reivindicação de realinhamento salarial. Devido à mobilização, que segue até as 8 horas de hoje, apenas os flagrantes são realizados nas cerca de 130 delegacias de Mato Grosso. Presidente do Sindicato dos Escrivães, Genima Evangelista, disse que os representantes das duas categorias procuraram muitas vezes o governo para abrir um canal de negociação, mas não há avanço. A última reunião que tivemos com o secretário de Administração Cezar Zílio foi no dia 23 de abril, aqui mesmo na Assembleia, e até agora não foi feita nenhuma contraproposta. Em todo o Estado são 2.140 profissionais que cobram um realinhamento das carreiras, com piso salarial equivalente aos dos peritos, que têm uma remuneração inicial no valor R$ 6 mil. Atualmente, o valor pago aos escrivães e investigadores é de R$ 2.365. Genima afirmou que hoje o governo paga para as demais carreiras de nível superior salários com valor bem maior ao que escrivães e investigadores recebem. Além do ensino superior, temos um regime de trabalho e jornada diferenciados, realizamos um trabalho técnico e científico até mais complexo que o do perito. Ela lembrou também o déficit de profissionais nas duas áreas. Hoje, para atender satisfatoriamente a população, seriam necessários quatro mil investigadores e 1.200 escrivães. Com o último concurso realizado pelo Estado, por exemplo, vão ser nomeados 230 novos escrivães. Além do atual déficit, muitos estão na reta final para se aposentar, informou. Segundo Genima, 30% dos escrivães devem se aposentar ainda neste ano. Caso haja a abertura do diálogo por parte do Estado, as duas categorias podem dar uma trégua no movimento. Caso contrário, escrivães e investigadores já têm na agenda mobilizações marcadas para as próximas terça-feira e quarta-feira. Em nota, o governo estadual informou que um realinhamento salarial das categorias foi feito com base em subsídios fixados entre 2008 e 2011 e o percentual atingido já seria de 48,66%. Avisou que não vê condições para nova negociação ainda este ano e que não vai tolerar greve da classe. Irá adotar medidas judiciais para tornar o movimento ilegal, se preciso.