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CIDADES
Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008, 20h:38

NOVA UBIRATÃ

Advogado é carbonizado

Polícia Civil prendeu ontem suspeito de ter executado e queimado Alexandre Marchioro, que atuava na prefeitura

TAUANA SCHMIDT
Da Reportagem/Sinop
A Polícia Civil de Sorriso prendeu, na tarde de ontem, um suspeito de ter assassinado o advogado de Nova Ubiratã, Alexandre Marchioro da Silva, 38 anos, que foi encontrado morto e carbonizado ao lado de seu carro, na MT-225, próximo ao trevo de acesso ao município de Vera, na manhã do mesmo dia. O crime, cometido com requintes de crueldade, abalou a população de Nova Ubiratã, onde o advogado era assessor jurídico da prefeitura e um dos coordenadores da campanha política do atual prefeito Osmar Rosseto (Chiquinho), que tenta a reeleição. De acordo com o delegado de polícia Bráulio Junqueira, a Polícia Militar (PM) deteve um suspeito que foi encaminhado até a delegacia de Sorriso, onde foi interrogado. “Este detido teria sido reconhecido por uma testemunha no momento em que dizia que iria acontecer uma desgraça no município de Nova Ubiratã”, revelou o delegado, explicando, porém que este indício ainda é muito vago, mas que serve de ponto de partida para as investigações que estão sendo presididas pelo delegado regional Jéferson Dias, de Sinop. “Esperamos ter dentro das próximas horas a confirmação ou não da participação deste suspeito no crime”, completou Junqueira. O suspeito, que não teve a identidade revelada pela polícia, apresenta uma lesão no olho e no peito, o que indica uma provável luta corporal. “Ainda não podemos informar a origem destes ferimentos, pois iremos checar a versão apresentada pelo suspeito, inclusive seus álibis”, acrescentou o delegado Bráulio Junqueira. O crime que chocou o município de Nova Ubiratã também abalou a cidade de Sorriso, onde reside um irmão da vítima, o profissional liberal André Marchioro da Silva, que já foi secretário de Saúde e também é um dos coordenadores de campanha do candidato Dilceu Rossato. A Polícia Civil não revelou se está investigando motivação política no assassinato do advogado. No corpo não havia marcas de ferimentos externos, como tiros, e o carro estava intacto. De início foi cogitada a possibilidade de um latrocínio, em razão da crueldade do crime e do sumiço de alguns pertences da vítima, como um notebook, que estava dentro do carro – um Astra, preto, placas NJB-1434 – e da carteira de Alexandre, já que não foram encontrados seus documentos. Porém, já no fim do dia de ontem, o delegado Junqueira afirmou que não existe a possibilidade de latrocínio, pois o notebook foi localizado. “Os policiais civis retiraram o produto do carro para tentar conseguir alguma informação sobre o crime e a vítima. A carteira não foi encontrada, mas acreditamos que ela pode ter sido queimada com a vítima”. Durante as investigações muitas versões surgiram. Inclusive a de que Alexandre teria passado em um posto de combustível e comprado o galão de gasolina, encontrado ao lado do corpo junto com uma caixa de fósforos. No posto, que fica em Sorriso, testemunhas disseram que a vítima disse estar sendo seguida. Ainda não se sabe por que Alexandre foi encontrado na estrada que dá acesso a Vera. “Nada está confirmado. As pessoas falam muitas coisas. Sabemos apenas que ela estava em um bar de Sorriso com os amigos. Saiu de lá e estava tudo bem. Também não sabemos por que ele comprou a gasolina. O importante nesse ponto é trabalharmos com calma para seguirmos uma linha de investigação inteligente e não cometer equívocos”, salientou o delegado de Sorriso.

Edição EDIÇÃO 16967




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