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CIDADES
Sexta-feira, 27 de Julho de 2007, 20h:02

ATO PÚBLICO

Ação de cidadania em vez de esmola

Representantes do Ministério Público Estadual, de entidades não governamentais e da Prefeitura de Cuiabá passaram a manhã no trevo da avenida Mato Grosso com a avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA) em ato público contra a esmola. Pedestres e motoristas que passavam pelo local receberam folders orientativos, além dos comerciantes da região. Esse ponto da avenida do CPA é um dos mais visados pelos pedintes. A mobilização faz parte da terceira edição da campanha “Esmola Não Dá Futuro – Não Dê Esmola, Dê Cidadania”, realizada pela Secretaria de Assistência Social e Desenvolvimento Humano de Cuiabá. Lançada no mês passado, a campanha terá nesse ano a participação do Ministério Público Estadual. O promotor da Infância e Juventude, José Antônio Borges, passou a manhã no ato público. Segundo ele, essa campanha é fundamental para a mudança cultural da população, que precisa perceber que ao dar esmolas, está fomentando o hábito de famílias optarem por ficar nas ruas pedindo dinheiro, em vez dos adultos trabalharem e as crianças irem para as escolas. De acordo com o promotor, é grande o número de adultos que exploram as crianças em Cuiabá. José Antônio Borges explicou que os órgãos parceiros da campanha não criticam a vontade de ajudar o próximo das pessoas que dão esmolas. O ato de doar, apontou o promotor, pode ser feito de outras maneiras e é para informar a população sobre isso que a campanha está nas ruas. “Temos três pontos preocupantes em Cuiabá: o trevo da Mato Grosso com a Prainha, o semáforo em frente ao Shopping Três Américas e o Terminal do CPA II. Esses são os pontos considerados comercialmente mais interessantes para essas pessoas”, falou Borges. Para o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, Cuiabá é hoje um exemplo de que é possível tirar as crianças das ruas e oferecer condições dignas de estudos e atividades extraclasses para elas. Santos falou que a Capital de Mato Grosso é exemplo nacional e que hoje é cada vez mais difícil encontrar crianças pedindo esmolas nas ruas. As crianças que pedem esmolas no encontro da avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA) com a avenida Mato Grosso têm sido um problema para a empresária Pamella Del Nery. Em uma das brigas entre os pedintes, uma pedra foi jogada contra a vitrine da loja da empresária. Conforme Pamella, há aproximadamente dois meses não são vistos pedintes no trecho. Mas, contou a empresária, demorou muito tempo para que alguém tomasse alguma atitude. “Nós ligávamos no SOS Criança e cada vez era alguma desculpa. Um dia não tinha carro. Outro, faltava algum funcionário. Com essa campanha da Prefeitura esperamos que a situação não volte a ser como antes”, frisou. (AC)

Edição EDIÇÃO 16967




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