CIDADES
Sábado, 29 de Novembro de 2014, 14h:25
A
A
A rua mistura os desiguais, diz educador
Até bem pouco tempo era fácil identificar os pontos de ocupação nas ruas: praças centrais, estação rodoviária, viadutos e alguns prédios abandonados. Hoje, os moradores estão nesses e em outros locais espalhados pela área central e bairros. Não há dados específicos ou perfil sobre a população, mesmo assim é possível perceber um aumento do numero de pessoas em situação de ruas. São centenas homens, mulheres e homossexuais, adultos, jovens, adolescentes e crianças. Boa parte deles usuários de drogas, doentes mentais, portadores doenças e deficiências vivendo em locais públicos e condições improvisadas, muitas vezes insalubres. A rua é heterogênea, observa o professor-pesquisador Luiz Passos. A professora Cláudia Cristina Ferreira Carvalho, do projeto RuaAção, doutoranda do professor Luiz Augusto Passos, observa que as pessoas que vivem nas ruas são nômades, mudam de lugar conforme as necessidades, mas principalmente para fugir de ações de segurança, assistência e outras. Este ano, porém, está sendo considerado atípico, principalmente em função dos jogos da Copa do Mundo de Futebol sediados na capital mato-grossense. Cuiabá e Várzea Grande foram reorganizadas para receber os turistas, o que incluiu uma limpeza das ruas, com expulsão e internação de moradores dependentes químicos, deficientes mentais, andarilhos e outros. ainda tem muitos guardados nos abrigos públicos, completa. (AA)