CIDADES
Terça-feira, 29 de Novembro de 2011, 21h:07
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VIOLÊNCIA
A profissão e o perigo
Entre assaltos, arrombamentos, seqüestros e explosões, bancários se reúnem com o governo para pedir socorro
ANA ADÉLIA JÁCOMO
Da Reportagem
Com a chegada das festividades e do 13° salário, o clima de insegurança deixa a categoria bancária amedrontada. O sindicato dos bancários de Mato Grosso (Seeb), representado pelo presidente Arilson da Silva, se reuniu ontem com o secretário de Segurança Pública, Diógenes Curado, para cobrar mais empenho do governo neste final de ano. Por conta dos recorrentes assaltos, roubos a caixas eletrônicos e do aumento das modalidades saidinha de banco e novo cangaço, o clima é de medo e instabilidade. Num pedido de socorro, os bancários solicitaram que a secretaria disponibilizasse mais policiais militares no entorno das agências e a resposta foi considerada positiva pela classe. Na oportunidade o presidente do Sindicato apresentou um levantamento que aponta os principais locais que já foram alvo de assaltos. Apresentamos 44 pontos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Denise, Poconé, Campo Novo, Acorizal, Livramento e Cáceres, disse Arilson. Diógenes Curado afirmou que o planejamento para o final de ano já está sendo elaborado e garantiu a presença de policiais próximo de agências bancárias e áreas comerciais. Contudo, o secretário não informou quantos policiais serão destacados para a operação especial. A ideia é realizar uma nova reunião em meados de dezembro para acertar os detalhes. O Grupo de Trabalhado de Segurança Bancária (GTSB) já pré-agendou o encontro, que contará com a presença do comandante da PM, coronel Osmar Lino Farias. O sindicalista ainda afirma que se sente satisfeito com a resposta do Estado, mas lamenta pela inércia dos banqueiros. Segundo ele, nenhuma ação de combate à violência nas agências é realizada. Os banqueiros não fizeram e não pretendem fazer nada para melhorar a segurança das agências. Estamos contando apenas com a ajuda da Secretaria de Segurança. Entre as principais reclamações dos bancários está a falta de cumprimento da lei dos biombos, que consiste na instalação de divisórias em cada caixa eletrônico. Além disso, eles reivindicam a instalação de câmeras dentro e fora das agências, fachadas blindadas e porta giratória logo na entrada. Arilson destaca que metade das agencias bancárias da Capital ainda não afetou essas adequações. Arilson destacou, porém, que a segurança pública tem agido para combater essa prática criminosa. Percebemos a presença de mais homens nas regiões bancárias, a realização de algumas operações e também a prisão de membros de quadrilhas e a integração de informações entre as instituições de segurança, avaliou. (LEIA MAIS SOBRE ESSE ASSUNTO NA PRÓXIMA PÁGINA)