O líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), afastou qualquer possibilidade de o partido participar de um acordão para debelar a crise no Senado e manter o presidente José Sarney (PMDB-AP) no cargo. O parlamentar tucano foi alvo de representação apresentada pelo PMDB ao Conselho de Ética por ter permitido que um funcionário de seu gabinete fosse morar no exterior e continuasse recebendo salários do Senado e por ter recebido um repasse de US$ 10 mil do ex-diretor da Casa Agaciel Maia afastado por seu envolvimento em supostas irregularidades - quando estava em viagem França. O PMDB recorreu ao Conselho de Ética do Senado depois que a bancada tucana encampou as denúncias feitas por Virgílio contra Sarney ao colegiado e encaminhou uma representação partidária. A representação contra o senador amazonense foi lida em plenário pelo líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), na semana passada, e provocou um bate-boca entre ele e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Desde a manhã, os peessedebistas se reuniram com senadores de outros partidos para avaliar a situação da Casa. Após o encontro, Buarque afirmou que a tropa de choque de Sarney não deixou qualquer alternativa de recuo por parte dos defensores do afastamento dele da presidência da Casa.