BRASIL
Terça-feira, 23 de Julho de 2013, 21h:05
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Vaticano nega risco à segurança
RENATA GIRALDI e AKEMI NITAHARA
Da Agência Brasil Brasília
O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, negou que o papa Francisco tenha sofrido ameaça ou se exposto a riscos por ter circulado pelas ruas do centro do Rio anteontem com o vidro do carro aberto. Segundo ele, a intenção do pontífice foi estar mais próximo das pessoas. O porta-voz negou falhas no esquema de segurança. O papa quis deixar sua marca, ressaltou ele. A comitiva do papa hoje (23) enfrentou um engarrafamento no Rio de Janeiro. Foi a primeira experiência, ele acabou de chegar. Vimos o entusiasmo das pessoas. Isso é algo novo, talvez uma lição para os próximos dias. Temos que achar a maneira correta, acrescentou o porta-voz. Lombardi ressaltou que o papa, que é argentino, está feliz por voltar para sua amada América Latina. Ele lembrou que o acesso às pessoas começa pelo coração, por isso Francisco quis estar próximo todo o tempo dos fiéis. Em relação às eventuais mudanças na agenda do papa, Lombardi foi categórico: Se o papa quiser encontrar algum conhecido, receber alguém em audiência, o fará livremente, mas não creio que haverá eventos importantes, à parte a missa de abertura da JMJ [Jornada Mundial da Juventude], celebrada pelo arcebispo do Rio, dom Orani [Tempesta]. Perguntado sobre a descoberta de uma bomba no banheiro do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida (a 180 quilômetros de São Paulo), Lombardi negou preocupações. Para ele, a bomba não tem relação alguma com o papa. Francisco celebrará hoje missa às 10h30 no santuário. DESCANSO No segundo dia no Brasil, o papa Francisco saboreou um dos quitutes mais famosos do país: o pão de queijo. O engenheiro responsável pela infraestrutura da residência do Sumaré (onde o pontífice está hospedado), Paulo Roberto Viana, contou que Francisco comeu seis pães de queijo no café da manhã e almoçou com o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta. Feito de polvilho, queijo, sal, água e leite, o pão de queijo é um dos quitutes mais consumidos no Brasil. Em geral, o brasileiro gosta de comê-lo acompanhado com um café puro. Francisco não esconde a satisfação em degustar pratos da culinária regional. Nascido em Buenos Aires, ele levou para o Vaticano o hábito de tomar mate no Brasil, o costume é comum entre os gaúchos que tomam o chimarrão. Francisco passou o dia ontem na residência do Sumaré, na zona norte do Rio. Alguns carros entraram e saíram do local, mas todos com vidros escuros, impedindo a identificação dos ocupantes. A movimentação maior foi apenas de troca de turnos das forças de segurança, que envolvem policiais federais e agentes da Polícia Rodoviária Federal.