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BRASIL
Terça-feira, 17 de Agosto de 2010, 19h:18

VOX POPULI

Vantagem sobre Serra sobe para 16 pontos

A petista aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o presidenciável do PSDB tem 29%. Se as eleições fossem hoje, Dilma venceria a disputa em 1º turno

GUSTAVO URIBE e ANNE WARTH
Da Agência Estado - São Paulo
A mais recente pesquisa Vox Populi de intenções de voto, encomendada pela TV Bandeirantes e divulgada ontem, mostra que a candidata do PT à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, aumentou em 16 pontos a vantagem sobre o seu principal adversário na corrida eleitoral, o tucano José Serra. Na mostra, a petista aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o presidenciável do PSDB tem 29%. Se as eleições fossem hoje, Dilma venceria a disputa em 1º turno, levando em conta os votos válidos. Na mostra anterior, veiculada no dia 23 de julho, a diferença entre os dois candidatos era de oito pontos - Dilma tinha 41% e Serra figurava com 33%. Na pesquisa de ontem, a candidata do PV à sucessão presidencial, Marina Silva, pontuou 8%, o mesmo patamar registrado em julho, e os demais candidatos não chegaram a 1% das intenções de voto. O total de votos brancos e nulos é de 5% e 12% não sabem ou não responderam em quem vão votar. A TV Bandeirantes não divulgou o cenário da pesquisa em um eventual segundo turno. A pesquisa foi realizada com 3.000 eleitores, entre os dias 7 e 10 de agosto. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima é de 1,8 ponto porcentual, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o protocolo nº 22.956/2010. ‘COM O FÍGADO’ A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, disse ontem não acreditar que a utilização de uma voz semelhante a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no programa de rádio de seu adversário, José Serra (PSDB), deve surtir efeito e se reverter em votos favoráveis ao tucano. "O povo não é bobo", afirmou, em entrevista após participar de evento com integrantes de seis centrais sindicais em São Paulo. Dilma disse acreditar na "inteligência, discernimento e senso crítico" do povo brasileiro. "Acredito o povo sabe quem é quem", afirmou. Sem citar o nome de Serra nem o PSDB, a candidata acusou o partido de fazer uma oposição "radical, dura e com o fígado" durante o governo Lula. "Não pode querer, nas eleições, passar pelo que não é", completou.Sobre o resultado da última pesquisa Ibope, divulgada na noite de anteontem, na qual aparece com 11 pontos de vantagem sobre Serra, com respectivamente 43% e 32%, Dilma voltou a dizer que trata-se de um "retrato do momento" e que não significa que já ganhou a eleição. "Não pode subir no salto", disse ela. "Não significa de jeito nenhum que a pessoa pode subir no salto e sair por ai. Eu estou preferindo rasteirinha. Só hoje que está bem frio, estou adepta do tênis", acrescentou, referindo-se ao uso de sandálias femininas sem nenhum salto. Durante o evento, Dilma recebeu um documento assinado por mulheres que integram as seis principais centrais sindicais do País com propostas específicas para as trabalhadoras. Entre as principais, estão a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e a descriminalização do aborto. Questionada pelos jornalistas se assumiria compromisso nessa questões, Dilma foi evasiva. Sobre a redução da jornada de trabalho, a candidata afirmou ser uma luta de todos os trabalhadores e em relação ao aborto, se disse favorável à manutenção da atual legislação que permite a realização do aborto no caso de estupro e de risco de morte para a mulher. A secretária nacional da mulher trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rosane Silva, disse não ver problema com o posicionamento da candidata. Na avaliação dela, uma vez que as propostas sejam aprovadas no Congresso Nacional, Dilma não deve vetá-las. O evento na Casa de Portugal foi organizado pelo comitê de campanha de Dilma Rousseff, de acordo com sindicalistas. A legislação eleitoral é rígida no que diz respeito ao apoio de sindicatos em campanhas eleitorais. Eles não podem fazer doações nem arcar com custos de eventos como o de hoje. Entre as seis centrais sindicais presentes, estava a União Geral dos Trabalhadores (UGT) que não participou, no último mês de junho, do evento pró Dilma que reuniu sindicalistas no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Na época, o presidente da UGT, Ricardo Patah, afirmou que a central era uma entidade plural e diversos de seus integrantes, filiados do PPS, apoiam Serra.

Edição EDIÇÃO 16967




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