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BRASIL
Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008, 19h:56

DE SANCTIS

TRF-3 adia julgamento sobre saída de juiz

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região não votou o pedido da defesa do banqueiro Daniel Dantas para que o juiz do caso, Fausto De Sanctis

ANDRÉIA SADI, WILSON TOSTA e ANA PAULA SCINOCCA
Da Agência Estado – São Paulo
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região não votou o pedido da defesa do banqueiro Daniel Dantas para que o juiz do caso, Fausto De Sanctis, seja afastado do caso. Os advogados questionam a imparcialidade do magistrado. A assessoria do órgão disse ao estadao.com.br que, na semana passada, o desembargador Peixoto Junior pediu vistas do processo, mas não trouxe o pedido ontem. O TRF não tem nova data para julgar a questão. Um dos três desembargadores que julgam o pedido, Ramza Tartuce, relatora do caso, já se posicionou a favor da permanência de De Sanctis. Ao dar uma palestra no Rio, o magistrado disse confiar na permanência à frente do caso. No entanto, recusou-se a dar entrevistas com comentários sobre a Operação Satiagraha, origem do processo contra Dantas, e a investigação da Polícia Federal em torno do delegado Protógenes Queiroz, investigado por supostos vazamentos de informações da investigação e uso indevido de interceptações telefônicas. PROTÓGENES A CPI dos Grampos retoma seus trabalhos amanhã com o objetivo de ter acesso ao inquérito onde a Polícia Federal teria identificado pelos menos dois crimes cometidos pelo delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha. "Temos de ter acesso ao inquérito e aprofundar as informações. Os fatos novos expõem novamente a falta de autoridade e obrigam a comissão a tomar posicionamentos. Se as investigações não forem aprofundadas, teremos que encerrar os trabalhos e produzir o relatório final", disse Gustavo Fruet (PSDB-PR). A comissão, que retoma suas atividades depois de pausa de três semanas, também pretende submeter à votação requerimentos considerados fundamentais para a continuidade da CPI. Um deles diz respeito à convocação do delegado Amaro Vieira Ferreira, supostamente responsável por quebrar sigilo telefônico de jornalistas no âmbito das investigações para detectar a origem do vazamento ocorrido na Satiagraha. TARSO O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou ontem que o inquérito da Operação Satiagraha, que investigou supostos crimes do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunitty, está sendo todo refeito pela Polícia Federal para ser apresentado à Justiça livre de provas obtidas de maneira ilegal. Ele disse que estão enganados aqueles que acham que a PF abandonou as investigações sobre Dantas para investigar o próprio delegado Protógenes Queiroz, que presidiu as investigações na sua primeira fase e deverá ser indiciado por violação de sigilo e escuta sem autorização judicial. Segundo o ministro, "rapidamente" será visto que "é falsa" a avaliação sobre a suposta mudança de foco dos federais, que trabalham, disse, tecnicamente e com profissionalismo.

Edição EDIÇÃO 16966




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