NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

BRASIL
Sexta-feira, 13 de Julho de 2012, 21h:01

POSSE

Substituto de Demóstenes nega indicação

Senador aparece nas gravações feitas pela PF na Operação Monte Carlo. Pelo menos uma conversa entre ele e o contraventor Carlinhos Cachoeira já se tornou pública

MARCOS CHAGAS
Da Agência Brasil - Brasília
O senador Wilder de Morais (DEM-GO) tomou posse ontem em uma sessão esvaziada com apenas quatro parlamentares em plenário. Ele é o primeiro suplente de Demóstenes Torres, cassado esta semana pelo Senado por quebra de decoro parlamentar, ao usar o mandato para beneficiar o empresário goiano Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em Brasília. Pelo Twitter, Wilder negou ter sido indicado para a suplência pelo empresário Carlos Cachoeira. O senador também aparece nas gravações feitas pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Monte Carlo. Pelo menos uma conversa entre ele e o contraventor Carlinhos Cachoeira já se tornou pública. De acordo com a Justiça Eleitoral, o empresário doou R$ 700 mil para a campanha de Demóstenes em 2010. Com tal valor, Wilder aparece como segundo maior doador de campanha do ex-senador. Wilder de Morais foi casado com Andressa Mendonça, atual mulher de Carlinhos Cachoeira. Foi por causa da relação estreita com Cachoeira, flagrada em diálogos gravados pela Polícia Federal, que Demóstenes Torres perdeu o mandato, acusado de quebra de decoro parlamentar. Demóstenes chegou a citar o suplente durante o depoimento no Conselho de Ética. Ao caracterizar sua amizade com Cachoeira, Demóstenes disse que ele discutia problemas conjugais, que culminaram com a separação de Andressa e Wilder de Morais. Empresário, Wilder Pedro de Morais é dono da Orca Construtora e de shopping centers em Anápolis e Goiânia. Ele já assume o cargo com senadores cobrando informações publicadas pela imprensa de que teria sonegado bens na declaração do Imposto de Renda. NEGA Pelo Twitter, Wilder negou ter sido indicado para a suplência pelo empresário Carlos Cachoeira. Ele disse ainda que o áudio de sua conversa com Cachoeira sobre a indicação é um "fragmento" que não corresponde com a realidade dos fatos. Afirma ainda que se a íntegra da conversa tivesse sido divulgada pela Polícia Federal, ficaria comprovado que a "interpretação dos fatos seria outra". "Áudio exibido pela imprensa mostrando Carlos Cachoeira dizendo que me indicou a suplente e secretário é fragmento de uma conversa. Discutíamos sobre questões de foro íntimo, que resultou na minha separação da esposa. Ao contrário do que vem sendo divulgado, meu real propósito não foi mostrar gratidão, mas pôr fim a uma conversa constrangedora", afirmou pela rede social. Os argumentos de Wilder são os mesmos utilizados pelo ex-senador Demóstenes Torres para justificar as conversas com Cachoeira. Em sua defesa, o ex-senador afirmou que a Polícia Federal vez "vazamentos seletivos" de conversas que não permitiram expor a realidade dos fatos. Wilder também disse que conversava com Cachoeira sobre assuntos pessoais, inclusive a separação do empresário de sua ex-esposa.

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL