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BRASIL
Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010, 19h:14

TUCANO

Serra acusa o governo de fazer uso político do Enem

DAIENE CARDOSO e JOÃO NAVES DE OLIVEIRA
Da Agência Estado - São Paulo e Campo Grande
O candidato do PSDB à sucessão presidencial, José Serra, defendeu ontem, em evento com educadores das redes de ensino municipal e estadual em São Paulo, que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) precisa ser remodelado. O tucano acusou o governo Lula de fazer uso político do sistema de avaliação. A crítica foi feita em referência ao episódio do vazamento de dados pessoais de estudantes inscritos no exame. O site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) disponibilizou de maneira indevida essas informações em agosto deste ano. "A utilização política propagandista acabou arruinando o Enem, acabou fazendo com que o Enem virasse um problema para os jovens que tiveram os seus dados devassados. Já não se fala nem no uso eleitoral disso, de correspondência enviada com os dados cadastrais do Enem", acusou. Na opinião de Serra, o Ministério da Educação teria sido negligente em relação ao sigilo do cadastro dos estudantes. "O governo foi frouxo nesse trabalho", criticou Serra. Durante o evento, o candidato do PSDB pregou a manutenção do Programa Universidade para Todos (ProUni) e a criação do ProTec, bolsas de estudos para estudantes do ensino técnico. O candidato criticou também a suposta queda do número de estudantes formados pelas escolas públicas federais. "Tem que ter um planejamento nessa área", defendeu. O candidato pregou ainda a educação como prioridade de seu governo e disse que é preciso fazer uma união nacional pela educação, "acima dos interesses partidários". "Temos de fazer um grande mutirão pela melhoria da qualidade da educação no Brasil". APOIO O governador reeleito de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), afirmou que vai ficar esperando a "fada madrinha jogar um pouco de pó de pirlimpimpim no Estado", referindo-se a uma possível vitória da candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). Pela ontem pela manhã ele reuniu toda a cúpula do PMDB estadual para fechar acordo em torno da campanha do candidato José Serra (PSDB). Apenas quatro peemedebistas aceitaram apoiar Dilma, enquanto 35 escolheram trabalhar na campanha do tucano presidenciável. Ficaram fora do acordo o prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, o vice-prefeito Edi Albuquerque, o deputado federal Geraldo Resende e o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Paulo Siufi. Durante a reunião, Puccinelli explicou que poderia ter dado apoio à base federal. "O nosso partido estava alinhado, mas fomos rejeitados. Acharam que a gente não era bom de voto". Ele lamentou a falta de resposta de Dilma Rousseff sobre os problemas apresentados durante um almoço que teve com a candidata petista no ano passado.

Edição EDIÇÃO 16967




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