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BRASIL
Quinta-feira, 17 de Março de 2011, 19h:29

TRAGÉDIA NO JAPÃO

Segue luta para resfriar reatores

O Japão informou ontem que engenheiros conseguiram colocar um cabo de energia da rede externa do reator 2 da usina nuclear de Fukushima Daiichi, em meio a uma bem sucedida operação para esfriar o reator 3. Os avanços são uma boa notícia em meio aos esforços do governo japonês para conter uma catástrofe nuclear. \"Eles planejam religar a energia na unidade 2 assim que o lançamento de água sobre o reator 3 estiver finalizado\", disse a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), em um comunicado, com base em informações cedidas pelo governo japonês. O cabo, de mil metros de extensão, ligará a rede principal de energia ao reator para tentar reativar o funcionamento das bombas de água responsáveis pelo resfriamento do reator 2 - que foram desligadas depois do terremoto e tsunami da última sexta-feira (11). A agência nuclear do Japão disse que o reator 2 foi o primeiro a receber eletricidade porque sua cobertura não foi afetada. Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, a tentativa inédita de esfriar a piscina de combustível usado do reator com toneladas de água também foi bem sucedida. As equipes lançaram cerca de 64 toneladas de água com helicópteros e caminhões de combate a incêndio das Forças de Autodefesa (equivalente ao Exército). Um caminhão com jato de água da Polícia Metropolitana, utilizado para conter motins, também foi utilizado na operação. MAIS ÁGUA Diante do sucesso da operação, o secretário do Gabinete Yukio Edano disse a repórteres que o lançamento de água deve continuar hoje. O objetivo primário é impedir qualquer vazamento massivo de materiais radioativos da piscina para o ar. NUVEM RADIOATIVA Especialistas franceses afirmam que uma nuvem radioativa causada pelas explosões na central de Fukushima Daiichi, no Japão, deverá chegar à Europa na próxima semana, mas estimam, no entanto, que ela não será nociva à saúde. Segundo Jean-Marc Peres, chefe do Serviço de Fiscalização da Radioatividade no Meio Ambiente do Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN) da França, “é muito provável” que a nuvem seja detectada a partir da próxima semana no território francês”. O IRSN criou o site Criter Japon, que permite à população ter acesso ao nível de radiação na França. A radiação é medida por sensores espalhados pelo país quase em tempo real, com apenas uma hora de defasagem em relação à coleta dos dados. O site mostra as áreas do país onde estão situados os sensores, e legendas em cores explicam os níveis de radioatividade.

Edição EDIÇÃO 16962




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