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BRASIL
Quarta-feira, 26 de Março de 2014, 21h:12

PETROBRAS

Renan Calheiros diz que não acredita em criação de CPI

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse ontem que a tentativa de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional para investigar a compra pela Petrobras da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), não deve avançar. "Os fatos estão sendo todos investigados. Nós precisamos cobrar o andamento da investigação. Fazer a CPI agora seria erguer um palanque eletrônico em pleno período eleitoral em cima da Petrobras, isso não é bom para o Brasil", disse Calheiros. No Senado, a coleta foi intensificada em uma reunião, anteontem à tarde, entre o PSDB e o DEM, com o apoio de parlamentares de partidos aliados ao governo, mas que se consideram independentes, como Cristovam Buarque (PDT-DF), Pedro Simon (PMDB-RS) e Pedro Taques (PDT-MT). Para instalar a comissão mista, são necessárias 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado. "Quando um tema tão nebuloso aparece sem explicação e quando a própria presidenta diz que a história que o governo negava que existia é verdadeira, todos os canais de investigação tem que existir", disse o senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP), um dos signatários do pedido de abertura de CPI. O senador Pedro Taques (PDT-MT) também reagiu à declaração do presidente do Senado. Segundo ele, apesar das investigações que estão sendo feitas pela Polícia Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério Público Federal, as esferas de Poder são independentes. "O parlamento não pode abrir mão de sua função de fiscalizar", disse. APROVAÇÃO A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados aprovou ontem convite para que o ministro Guido Mantega, da Fazenda, e que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró compareçam em reunião do colegiado para esclarecimentos. A comissão quer explicações sobre a compra pela estatal de uma refinaria em Pasadena, nos Estados Unidos, em 2006. Os deputados querem saber por que a Petrobras desembolsou um valor oito vezes maior que o montante pago pela empresa belga Astra Oil para adquirir a mesma refinaria, um ano antes. Por se tratar de um convite, Cerveró não é obrigado a comparecer e não há qualquer previsão de quando ele será ouvido pelos deputados. No entanto, segundo parlamentares da oposição, ele tem dado sinais de que pretende ir à Câmara se explicar por acreditar que não tenha cometido nenhuma irregularidade. Nestor Cerveró, que deixou a diretoria internacional da Petrobras em 2008, foi exonerado da diretoria financeira da BR Distribuidora na última sexta-feira, três dias após ser apontado pela presidente Dilma Rousseff, que à época do negócio presidia o Conselho de Administração da Petrobras, como responsável pelo erro que a levou a aprovar a compra da refinaria de Pasadena.

Edição EDIÇÃO 16962




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