BRASIL
Segunda-feira, 11 de Abril de 2011, 20h:11
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CHACINA DE REALENGO
Quatro das dez crianças deixam o hospital
Das seis crianças ainda internadas, apenas duas continuam em estado grave. Descartada a possibilidade do envolvimento de atirador com grupos extremistas
NIELMAR DE OLIVEIRA e VLADIMIR PLATONOW
Da Agência Brasil Rio
Quatro crianças, vítimas do atirador Wellington de Oliveira, já estão em casa. Y.B.O.P.N., 13 anos, que foi baleado no braço e passou por cirurgia, e B.R.T., 13 anos, que foi atingida nas mãos e também passou por cirurgia, receberam alta do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. A.M.F.S., 14 anos, baleado na cabeça, mão e clavícula foi liberado do Hospital da Polícia Militar após operação. Já M.V.S., 13 anos, teve fratura no antebraço e recebeu alta do Hospital Estadual Albert Schweitzer. Dos seis internados, dois continuam em estado grave: L.V.S.F., 13 anos, baleado no olho, está sedado e respira com a ajuda de aparelhos, e E.C.A.A., 14 anos, baleado no abdome e na mão. L. está no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes e E., no CTI do Hospital Estadual Albert Schweitzer. J.O.S., 14 anos, que teve lesão vascular grave no ombro direito, passa bem, está lúcido e orientado no CTI pediátrico do Hospital Estadual Alberto Torres. T.T.M., 13 anos, baleada no abdome e na coluna, está estável no CTI pediátrico do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes. Já D.D.V., 12 anos, baleado no abdome, evolui bem, mais ainda não tem sem previsão de alta, segundo a secretaria. Ele está no CTI do Hospital Estadual Albert Schweitzer. L.G.C., 13 anos, está estável, consciente e também evolui bem, em leito de enfermaria do Hospital Universitário Pedro Ernesto. DESCARTA A Polícia Civil descartou a possibilidade do envolvimento de Wellington de Oliveira com grupos extremistas no massacre de 12 crianças da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, bairro da zona oeste da cidade. A tragédia ocorreu na última quinta-feira (7) e, segundo os policiais, o atirador era uma pessoa desequilibrada e tramou tudo sozinho. Ontem, a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática conseguiu a quebra de sigilo do correio eletrônico de Wellington de Oliveira e, agora, aguarda a resposta dos provedores para traçar um perfil do assassino. Policiais disseram que vão ser alvo da investigação os e-mails que Wellington trocou com uma pessoa durante pelo menos três meses no ano passado. Na casa onde o atirador vivia, em Sepetiba, os policiais acharam o computador queimado, mas, de acordo com os agentes, os dados podem ser recuperados.