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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

BRASIL
Quinta-feira, 11 de Março de 2010, 21h:35

MINISTÉRIOS

PT e PMDB querem continuar mandando

Dez ministros deverão sair até 3 de abril, prazo final para a desincompatibilização exigida pela Justiça Eleitoral. Dos seis do PMDB, três sairão

JOÃO DOMINGOS
Da Agência Estado – Brasília
PT e PMDB insistem em continuar mandando nos ministérios cujos titulares sairão até 3 de abril para disputar as eleições de outubro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer fazer uma substituição técnica, ou pelos secretários-executivos ou pelos chefes de gabinete, para não mudar nada nas pastas nos nove meses restantes de governo. Os partidos querem influenciar nas escolhas, com outros quadros. Três dos principais dirigentes do PMDB - os presidentes do Senado e da Câmara, José Sarney (AP) e Michel Temer (SP), e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR) - estiveram ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reivindicar a continuidade do comando do partido em ministérios que controlam. De acordo com informações de Jucá, Lula ficou de conversar com os ministros e saber quem eles vão indicar. A intenção dos partidos é, se não der para escolher o novo ministro, pelo menos não alterar nada no quadro dirigente dos ministérios, os quais controlam. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que Lula mantém a decisão de aproveitar quadros do próprio ministério para o término do governo, a exemplo dos secretários executivos e chefes de gabinete. "O presidente Lula reafirmou que pretende manter os atuais ministros para a máquina continuar funcionando, e se tiver que substituir, será por pessoas que já fazem parte dos ministérios, secretário- executivo ou não",disse Padilha. Dez ministros deverão sair até 3 de abril, prazo final para a desincompatibilização exigida pela Justiça Eleitoral. Dos seis do PMDB, três sairão: Reinhold Stephanes (Agricultura), que vai disputar mais uma vez uma vaga de deputado federal, Edison Lobão (Minas e Energia), candidato ao Senado, e Geddel Vieira Lima (Integração), que concorrerá ao governo da Bahia. Lula quer para o lugar de Stephanes o secretário-executivo da Agricultura, José Gerardo Fontelles. O PMDB, no entanto, faz pressão para que a vaga seja dada a Wagner Rossi, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Edison Lobão já acertou com a ministra Dilma Rousseff e com o presidente Lula que seu substituto será o secretário-executivo Márcio Zimmermann - um nome de confiança da candidata do PT à Presidência. Geddel Vieira Lima trabalha por João Santana, seu secretário-executivo e homem de confiança no PMDB, o que se enquadra na proposta de Lula. RESISTÊNCIA O PT comanda a resistência contra o anúncio de Lula de que pretende substituir o ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente (MMA,) pela secretária-executiva Izabella Teixeira. Minc disputará uma vaga para a Câmara dos Deputados. Os petistas alegam que Izabella nem é filiada ao partido, além de ter sido secretária de Qualidade Ambiental do MMA até 2002, gestão de Fernando Henrique. "Os militantes ecologistas do PT já encaminharam seis nomes de filiados de expressão do partido e militantes do setor ambiental petistas, que possuem perfil e competência para estarem a frente do Meio Ambiente", diz uma nota da Secretaria do Meio Ambiente do partido enviada ao presidente Lula. Os nomes apontados por eles, de acordo com os petistas, podem garantir os critérios de continuidade na gestão ministerial, de acordo com as preocupações estratégicas apontadas pelo Governo para essa etapa de transição ministerial, durante o processo eleitoral de 2010. Os seis candidatos a ministro pelo PT são José Machado, ex-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), ex-deputado federal e ex-prefeito de Piracicaba; Gilney Viana, ex-secretário de Desenvolvimento Sustentável do MMA e ex-deputado;

Edição EDIÇÃO 16966




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